Meta é alvo de nova ação sobre segurança infantil on-line

Procurador-Geral do Novo México lidera nova ação contra a Meta por falhas na proteção de crianças contra predadores sexuais

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5:34 pm - 27 de fevereiro de 2024
meta Imagem: Shutterstock

Nos últimos anos, as plataformas de mídia social têm enfrentado um escrutínio crescente em relação à segurança das crianças. O mais recente deles é liderado por Raúl Torrez, Procurador-Geral do Novo México, o qual, em uma ação contra a Meta, alega falhas na proteção de crianças contra predadores sexuais e a disseminação de conteúdo inadequado. Na segunda-feira, Torrez anunciou que seu escritório investigará como os serviços de assinatura pagos da empresa atraem predadores.

Em uma declaração, Raúl Torrez expressou sua preocupação com a descoberta de um mercado de exploração infantil financiado por predadores nas plataformas de mídia social da Meta, denunciado pelo The New York Times na quinta-feira. Torrez classificou a notícia como “profundamente perturbadora” e disse que solicitou à Meta “novos documentos com base nessas descobertas alarmantes”. No ano passado, o procurador-geral processou a Meta por falhar na proteção das crianças contra predadores sexuais e por fazer declarações enganosas sobre a segurança de suas plataformas.

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Segundo a reportagem do Times, contas de influenciadoras mirins estão cobrando dos seguidores até US$ 19,99 mensais por conteúdos adicionais, como fotos exclusivas, sessões de bate-papo e outros extras. A investigação descobriu que homens adultos estão se inscrevendo nessas contas, alguns que, inclusive, são participantes ativos de fóruns on-line onde se referem às crianças em termos sexuais.

Em dezembro, o escritório de Torrez apresentou queixa formal à Meta por permitir e não detectar atividades que colocam crianças e jovens em risco no Facebook e no Instagram, após sua equipe criar um perfil fictício de uma criança de 14 anos que chegou a receber uma oferta de US$ 180.000 para aparecer em um vídeo pornográfico.

As diretrizes do Instagram proíbem usuários menores de 18 anos de oferecer assinaturas, serviço lançado em 2022, mas contas gerenciadas por mães contornam essa regra. Essas contas agora estão sob escrutínio devido à revelação de que muitos responsáveis produzem conteúdo para satisfazer interesses sexuais de adultos, conforme relatos de funcionários da Meta não identificados pelo Wall Street Journal.

Alguns pais admitiram à reportagem do Times estar cientes de que produzem conteúdo explorável sexualmente por adultos. Enquanto algumas mães relataram se dedicar a bloquear seguidores indesejados e homens “assustadores”, outras veem o grande número de seguidores como forma de promover suas filhas no Instagram.

Através de um comunicado divulgado na segunda-feira e assinado pelo porta-voz da empresa, Andy Stone, a Meta reforçou seus esforços para combater a exploração infantil on-line, alegando o uso de tecnologia sofisticada e colaboração com autoridades de segurança infantil. No entanto, Stone não abordou os novos pedidos de informação de Torrez na nota.

A ação liderada por Torrez é apenas um dos vários movimentos legais recentes contra o Meta e outras empresas de mídia social. Mais de 40 procuradores-gerais estaduais processaram a Meta no ano passado, alegando que seus produtos são prejudiciais para adolescentes e jovens, aumentando a pressão para a responsabilização dessas empresas.

*Com informações do The New York Times

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Redação

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