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Maioria dos líderes globais vê edge computing como diferencial competitivo

Para a maioria (83%) dos líderes executivos globais, a edge computing será essencial para as empresas permanecerem competitivas no futuro. Entretanto, 81% acreditam que a incapacidade de agir rapidamente pode impedi-los de usufruir de todos os benefícios da tecnologia. Esse cenário foi identificado pela Accenture no relatório “Leading with edge computing: How to reinvent with data and AI” (Liderando com computação de borda: como reinventar com dados e IA, na tradução livre). A pesquisa entrevistou 2.100 executivos de alto escalão de 18 setores, em 16 países, que já adotaram a edge computing.

Em resumo, a edge computing aproveita o número crescente de dispositivos inteligentes no perímetro da rede, permitindo mais processamento de dados no ponto de coleta. Especificamente, explica a Accenture, análises complexas de dados estão acontecendo em grandes áreas, incluindo máquinas de chão de fábrica, sinais de trilhos de trem ou hardware de caixa de loja.

“Agora é a hora de todas as empresas adotarem a edge, a fim de impulsionar a inovação para o crescimento dos negócios”, destaca Andre Luis Oliveira, líder de technology cloud, infrastructure and engineering da Accenture para a América Latina. “Edge apresenta obstáculos únicos devido a limites físicos que exigem uma nova compreensão da infraestrutura, segurança e experiência do usuário para serem superados. Mas com a abordagem certa – onde a edge está alinhada com a estratégia de negócio, integrada com o núcleo digital e apoiada por parceiros e pessoas – a edge conduzirá a experiências diferenciadas para clientes e colaboradores”, complementa.

A pesquisa da Accenture descobriu também que o uso da edge computing não é generalizado e está sendo aplicado com diversas abordagens. Atualmente, apenas 65% das empresas utilizam a edge até certo ponto. Destes, apenas metade integrou profundamente a vantagem no seu núcleo digital, o que aproveita o poder da nuvem, dos dados e da Inteligência Artificial através de um conjunto de sistemas interoperáveis.

Em todos os setores, o estudo também observou uma elevada porcentagem de casos de utilização de edge relacionados com a Internet das Coisas (IoT) e dispositivos conectados. Estes foram implementados em áreas como monitorização de linhas de montagem, controle de qualidade e segurança do trabalho. Para muitos setores, a IoT e a segurança/privacidade de dados são o tipo de caso de uso mais comum.

Para obter o valor máximo das implantações de edge, a Accenture recomenda uma estrutura de três etapas:

Crie estratégias para edge computing

Para a Accenture, os líderes devem abordar a edge como um recurso fundamental do core digital, em vez de um recurso complementar. Segundo a pesquisa, as empresas com maior sucesso percebem a edge como um elemento-chave da sua estratégia de negócio.

Escale por toda a empresa

Outra recomendação da consultoria é desenvolver a edge em toda a empresa com base na nuvem e integra-la a dados corporativos e aplicativos de IA, não apenas a projetos ad hoc. Em vez de investir em projetos isolados que produzem resultados fragmentados, os adotantes de edge mais bem-sucedidos tomam medidas para expandir a implementação em toda a empresa. Eles procuram maneiras de padronizar casos de uso bem-sucedidos e, ao mesmo tempo, aproveitar a ajuda de parceiros.

Fortaleça as capacidades

Por fim, a Accenture recomenda garantir que todos os funcionários e processos estejam preparados. Isso porque a edge reside mais perto dos usuários e dos dados, onde ações tangíveis são traduzidas em informações digitais. Isso afeta as experiências dos funcionários, não apenas do departamento de TI. “Os líderes empresariais precisam criar uma cultura que estimule a criatividade, a flexibilidade e a visão humana para otimizar as suas ferramentas digitais para obter precisão, velocidade e escala”, finaliza o estudo.

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