Neoway traz estudantes de MBA para projetos de curta duração para agregar valor a projetos

Especializada em soluções analíticas, a Neoway tem uma estrutura diferente das companhias tradicionais de tecnologia. A empresa brasileira com sede em Florianópolis não é organizada por áreas e sim por pequenos times autônomos de seis a sete profissionais, que têm alta capacidade de solucionar problemas.
“Nosso modo de operação é semelhante à de uma startup”, conta Rodrigo Barcia, vice-presidente de produto da companhia. Essa configuração, diz, promove liberdade e empoderamento para as pessoas e garante que, embora com perfis diferentes, todos caminhem na mesma direção.
Como parte dessa cultura, a empresa promove ainda o intercâmbio de talentos, que dura quase um mês. Os estudantes vêm dos Estados Unidos para o Brasil para agregar valor a projetos e aos negócios. Barcia explica que em 2013 a companhia passou a convidar estudantes de MBA de universidades renomadas como Harvard e Massachusetts Institute of Technology (MIT) para promover troca de ideias e experiências. Os alunos formam pequenos grupos de quatro a cinco pessoas para entender o desafio proposto e sugerir melhorias ou mesmo o apontar melhor caminho a ser seguido.
Em 2014, um dos participantes da iniciativa foi Nathaniel Naddaff-Hafrey, que concluiu no ano passado o MBA de administração de empresas no MIT, depois de cursar História e Literatura em Harvard. Ele conheceu o intercâmbio de verão por meio do Global Entrepreneurship Lab (G-Lab), no MIT, que leva, todo ano, 200 estudantes da instituição para mercados emergentes.
Como Hafrey já tinha experiência no segmento de tecnologia da informação (TI) depois de trabalhar em empresas como Google ele então optou pela Neoway no Brasil. Mais três colegas de sua sala também elegeram a empresa.
Ao desembarcar aqui, a ideia, segundo ele, era construir a área de customer sucess da empresa. “Antes de chegar no Brasil, nos reunimos por videoconferência com os profissionais da Neoway para entender a necessidade. Preparamos alguns materiais e fomos trabalhar in loco”, conta Hafrey, que hoje compõe a área desenvolvimento de negócios de uma companhia de analytics no Vale do Silício (EUA).
Depois de atuar lado a lado com as equipes da Neoway, Hafrey e o time foram visitar diversos clientes não só em Florianópolis, como em São Paulo. “Ao final, fizemos nossas recomendações sobre como construir a área, como gerenciar e o que cada um deveria fazer”, explica.
Satisfeito com a experiência, ele relata que ao final do projeto, a relação do grupo foi mantida com a Neoway e o time consumiu mais quatro meses trabalhando remotamente de forma voluntária em outras iniciativas. “Foi muito interessante o intercâmbio, porque nenhum dos profissionais do grupo teve a oportunidade de trabalhar em uma empresa fora do país”, observa.
Do Brasil, Hafrey leva na bagagem outro aprendizado. “A economia da inovação, hoje, é global e estabelecer essa ponte com pessoas de diferentes culturas é muito importante. Minha companhia atualmente não está trabalhando no Brasil, mas ganharei vantagem porque já estive no Brasil e conheço os negócios locais”, relata.
