Mobilidade como outsourcing: o gap entre o canal e o fornecedor

(Esta é a terceira parte de um especial com três reportagens sobre Mobilidade. O conteúdo foi obtido no IT Mídia Debate realizado em fevereiro e publicado na edição de março da revista CRN Brasil)
Em encontros com parceiros e com a imprensa, fornecedores de TI fazem questão de pontuar quais são as tendências em torno do mercado de tecnologia e explicam como estão posicionados para atender a essa demanda, que só cresce. Porém, o canal, na outra ponta, lida diretamente com o cliente, de todos os tamanhos, e enxerga exatamente o que há de gap entre o imaginado em um contexto amplo e o que é exercido no dia a dia corporativo. É do papel para a prática.
Guto Ramos, da BR Mobile, levantou a questão na mesa, afirmando que ainda existe um espaço entre o programado pelos fornecedores e a necessidade do cliente. ?Acima de tudo temos que olhar para o futuro quando pensamos no que vamos lançar, porque sabemos que daqui a dois anos o iPad pode deixar de ser o iPad ? e temos que estar preparados?, alertou.
?A indústria cria produtos e vende suas necessidades. Ela vem com o discurso de que você precisa deste carro com câmbio de oito marchas. Você compra essas necessidades com elas. Mas no mercado de mobilidade, a necessidade genuína do usuário é testada a cada momento. Quem olha para isso? Esse é o paradigma novo para que sejamos de fato um fornecedor de solução, soluções de apps e serviços, que a gente ouve primeiro e cria depois?, afirmou Carvalho, da Comptia.
Segundo Eduardo Díaz, CTO da BinarioMobile, uma questão importante no gap fabricante/canal é o foco. ?Os fabricantes estão focados no mundo de consumidores porque é o bolo deles. Mas mesmo no Brasil, a penetração de smartphones em 2015 vai saturar o mercado. É o momento que os fabricantes terão de olhar e pensar: como vendemos mais telefone? Vai ser o momento do reencontro do fabricante do ponto de vista da mobilidade corporativa, que saiu do foco em 2008, quando eles passaram a olhar para o consumidor?, alertou.
Condução do debate: Patrícia Joaquim
Saiba mais:
Galeria de Imagens: IT Mídia Debate: mobilidade como conceito
PARTE 1 – Mobilidade como outsourcing: qual o modelo de negócio mais adequado?
PARTE 2 – Mobilidade como outsourcing: aplicativos devem ser bons, bonitos e funcionais
