Migração para a nuvem acelera redução de custos para empresas

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2:20 pm - 29 de junho de 2017

Em busca de gastos mais amigáveis, maior eficiência e aderência à transformação digital, diversas empresas deixaram para trás os receios com a virtualização de seus dados e adotam com ganhos expressivos o novo modelo de cloud computing. A GRSA, empresa do Compass Group, líder mundial em serviços de alimentação e de suporte, conseguiu reduzir pela metade seus gastos com o ambiente SAP, ao promover a virada da infraestrutura física para o mundo virtual (cloud computing).

O projeto de migração para a nuvem (virtualização do SAP para Cloud Amazon) foi concluído em quatro meses e custou apenas uma fração do que será economizado anualmente. “De saída, houve redução de custos de 45% com a virtualização se comparado com o ambiente anterior (servidores mantidos no local ou on-premise)”, salienta Hermes Pacheco Zequi, diretor da área de TI da GRSA.

A empresa já contabiliza novas reduções com a flexibilidade obtida. “Agora nosso ambiente de TI é modular, crescendo e diminuindo ao longo do mês. Podemos afinar a performance de acordo com a nossa demanda, controlando os gastos. Na produção, por exemplo, o uso aumenta no final do mês, com a emissão de faturas e notas. Com exceção dos dias de pico, desligamos o consumo em horários sem trabalho, finais de semana, feriados, ou entre 19h e início do dia. Não pagamos nada pelo período inativo”, detalha Hermes. “Iremos economizar mais, agora que conhecemos melhor a nova tecnologia, dá para fazer ajustes, rapidamente, no consumo pago. Se tivermos capacidade de sobra, não precisamos esperar semanas para fazer um aditivo contratual, como acontecia antes, é tudo ágil”.

A decisão de ingressar na nuvem teve outros motivos, além da óbvia redução de custos. “Após estudos, concluímos ser necessária a migração para a tecnologia cloud-computing, a fim de obtermos vantagens importantes, como simplificar a operação, tornando-a menos burocrática e oferecer maior independência em relação aos fornecedores. Nossas equipes ganharam também maior agilidade e flexibilidade para tomar decisões”, acrescenta Fernando Ortiz, gerente de Infraestrutura da GRSA. “No fechamento de contas verificamos ser amplo o benefício gerado pelo modelo atual, que oferece maior flexibilidade para gerenciar custos operacionais (opex), associados aos contratos de terceiros, em relação às despesas de capital (capex) ou investimentos na compra e atualização de novos sistemas, máquinas e equipamentos”, pondera o gerente da GRSA.

Também para o negócio houve grande vantagem. “Ter uma estrutura de TI mais enxuta, com processos mais simplificados, para atender demandas pontuais, é fundamental para o setor deixar de ser o gargalo para o crescimento contínuo da empresa. Permite ativar e desmobilizar a arquitetura sem ônus”, destaca o executivo.

A segurança é ainda um item a parte de extrema relevância “conseguimos montar o ambiente de recuperação de desastre (DR – disaster recovery) com baixíssimo custo, sem risco à continuidade do negócio. A empresa desenhou um plano de contingência, contra incêndio, inundação, ataques de hackers e outras para o novo ambiente cloud, hospedado na Virginia, Estados Unidos, de forma rápido e menos custosa.

“Todos os nossos dados estão espelhados em outro banco de dados secreto, também nos Estados Unidos. Por segurança, os dados não ficam na mesma região. Se um dia precisar fazer o Disaster Recovery, basta apenas ligar o outro ambiente e operar novamente. “O custo é mínimo, apenas replica os dados, tudo fica desligado”, acrescenta Fernando Ortiz. “Decidimos aplicar as melhores soluções de segurança dentro do novo ambiente. Chegamos a contratar uma empresa especializada em fazer pentest, para fechar todas as portas e corrigir as vulnerabilidades. Em síntese, agora temos um ambiente mais seguro, dimensionado para a necessidade do momento, que consegue atender picos de consumo ou ficar desativado”, afirma o Gerente de Infraestrutura da GRSA.

Parceria
O projeto foi feito em parceria com o gA (Grupo ASSA), consultoria internacional líder em Digital Business Transformation. “O papel da consultoria em conjunto com time de infraestrutura da GRSA foi importante para garantir a configuração do SAP ao novo ambiente, dos servidores, banco de dados e fazer todas as parametrizações para o cloud. Bem como garantir a integração de todos ambientes legados e fazer validação da performance deste novo ambiente.

Hoje, o SAP está na Virginia e o ambiente legado está no Brasil. Os consultores fizeram o trabalho prévio de mensurar o impacto sobre o faturamento para evitar qualquer perda durante a mudança. Também foi fundamental nos testes de validação do novo ambiente, tudo foi feito dentro do prazo. Os impactos foram amplamente minimizados, destaca Hermes. Houve ainda necessidade de capacitar a equipe para assimilar novos conceitos cloud Amazon. “No trabalho de Change Management prévio, a equipe técnica recebeu a nova tecnologia como aliada”, observa.

O Brasil – atualmente sexto colocado na participação do faturamento mundial do Grupo Compass, de US$ 25 bilhões,- foi pioneiro na transformação de um ambiente SAP on-premise tradicional com servidores físicos para a tecnologia cloud. O projeto deverá ser replicado em outros países.

A empresa atua no Brasil há 40 anos, nas verticais de serviços de alimentação e suporte (limpeza, portaria, manutenção). Dentro da alimentação, uma vertical é operar cozinha dentro de empresas, escolas, hospitais, aeroportos, franquias, terminais rodoviários, eventos, locais remotos como plataformas de petróleo e mineradoras. Entrega mais de 1,5 milhão de refeições por dia. Sua atuação no Brasil abrange 400 municípios de 18 estados mais o Distrito Federal, um escritório sede e mais 13 escritórios e bases regionais. A companhia conta, atualmente, com 40 mil colaboradores e atende cerca de 2.000 unidades operacionais.

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