Microsoft desafia Amazon com corte de preços do Azure

<p>Empresa lança Serviços de Infraestrutura do Windows Azure e euqipara preços das máquinas virtuais e serviços de nuvem aos da concorrente</p>

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1:03 pm - 16 de abril de 2013

A Microsoft está cortando os preços para o armazenamento e processamento
de dados online, em um agressivo desafio à liderança da Amazon.com no
crescente negócio de computação “em nuvem”. A empresa também anuncia nesta terça-feira, 16/4, a disponibilidade dos Serviços de Infraestrutura do Windows Azure, que facilita aos clientes mover aplicações para a nuvem.

“Clientes não
querem simplesmente remover ou trocar a infraestrutura atual para obter o
benefício da nuvem; eles querem os pontos fortes dos investimentos
locais (on-premises) e a flexibilidade da nuvem. Não é apenas a
conversa entre Infraestrutura como Serviço (IaaS) ou Plataforma como
Serviço (PaaS), mas sim o poder dos Serviços de Infraestrutura e Serviços de Plataforma e cenários híbridos”, diz o texto do anúncio no blog oficial da Microsoft.

A novidade endereça ainda outro desejo dos consumidores: a combinação de baixo preço e
bom desempenho. Razão pela qual a Microsoft anuncia
paridade de preços com a Amazon Web Services para os serviços básicos
como computação, armazenamento e largura de banda, com redução dos preços das Máquinas Virtuais e Serviços de
Nuvem entre 21% e 33%.

Independentemente de como você optar pela compra do
Windows Azure, você receberá o benefício da redução de preço. “Se você tinha dúvidas
sobre o Windows Azure ser mais caro, hoje, nós estamos colocando de lado estas preocupações”, disse
nosso Gerente Geral de Operações, Steven Martin.

É o movimento mais agressivo no setor já feito pela Microsoft, que
espera que seu negócio Windows Azure possa ganhar clientes do Amazon Web
Services (AWS), pioneiro no arrendamento de recursos tecnológicos, como
processamento e armazenamento, conhecidos como computação em nuvem.

Segundo a Reuters, a Microsoft, que conta com mais de 200 mil clientes do Windows Azure, mas a empresa não divulga sua receita.

O AWS gerou cerca de 1,8 bilhão de dólares em receita no ano
passado e pode chegar a 20 bilhões de dólares até o final desta década,
conforme grandes empresas usam mais os serviços de nuvem, avaliaram
analistas da Bernstein Research na semana passada, em relatório.

Nuvem híbrida
Como parte da nova versão dos Serviços de Infraestrutura a Microsoft
adicionou novas instâncias com grande memória (28 GB/4 core e 56 GB/8
core) para rodar cargas de trabalhos mais exigentes e um novo número de instâncias validadas baseadas em Microsoft incluindo: SQL Server, SharePoint, Biztalk Server e Dynamics NAV.

Entre as empresas que já estão tirando benefícios do ambiente híbrido está, por exemplo, a empresa de
marketing automotivo e mídia social, Digita Air Strike, que vem utilizando
os Serviços de Infraestrutura e Plataforma do Windows Azure para criar
um mecanismo instantâneo de feedback para todas as compras de carros e
serviços transacionais para a gigante do setor automotivo, General
Motors. Isto permite que a GM monitore o relacionamento com os clientes
em tempo real, fornecendo observações de negócios profundas e ricas.

Outro cliente é a Telenor, companhia norueguesa de telecomunicações, que precisava atualizar a
solução para a última versão de SharePoint em mais de 13 unidades
de negócios e 12 países. As abordagens tradicionais teriam ultrapassado
o cronograma e orçamento. Para evitar isto decidiram usar o
Windows Azure, onde montaram fazendas de serviços de SharePoint 2013 e
reduziram o tempo de setup de 3 meses para 2 semanas. Além da economia de tempo, a empresa também economizou dinheiro, com a redução de 70% do
custo do seu ambiente de teste. Para produção, eles irão usar a
portabilidade de Máquinas Virtuais (presente entre Windows Azure e
Windows Server) para mover do ambiente de testes para a produção final, a
qual fica em provedor de hospedagem.

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