Michelin terceiriza gestão das aplicações e ganha tempo para inovar

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11:32 am - 29 de junho de 2015
Há seis anos, a fabricante de pneus Michelin adotou o modelo de outsourcing em sua TI para as áreas de aplicações, desenvolvimento e manutenção, somando 85 fornecedores nos 60 países nos quais atua. Algum tempo depois, no entanto, a empresa decidiu padronizar a terceirização globalmente e passou a contar com cinco provedores de serviços de TI.
 
Na América do Sul, a companhia contratou a Sonda IT para fazer a gestão de cerca de 300 aplicações e 700 interfaces acessadas por aproximadamente 6 mil usuários. Entre os sistemas suportados estão sete softwares de gestão empresarial, como o JD Edwards (ERP da Oracle), três aplicações de Customer Relationship Management (CRM), Business Intelligence (BI) e outros sistemas industriais que apoiam a companhia na região, que concentra oito países.
 
“No cenário anterior, encontrávamos desafios de estabilidade do ambiente e problemas na manutenção. Com um contrato único eliminamos essas questões e pudemos contar com uma governança única”, conta Marcelo Ramires, CIO da Michelin para a América do Sul.
 
A escolha de um prestador de serviços regional e não global para atender a América do Sul foi levada em consideração pela corporação após o CIO ter relatado que há muitas especificidades no mercado na América do Sul, inclusive fiscal. “Conseguimos mostrar para o grupo que seria mais interessante e proveitoso contar com um fornecedor regional nesse caso e recebemos o aval”, explica, completando que dessa forma foi possível alcançar maturidade na TI.
 
O CIO conta que inicialmente foram transferidas para a Sonda cerca de 60 aplicações, que contavam com processos documentados. Para as outras 230 foi preciso construir o conhecimento para que os sistemas pudessem ser suportados. “Assim, se acontecesse algum erro grave, teríamos dificuldade para resolvê-lo. Hoje, temos total domínio de todos os softwares”, diz.
 
Com a mudança, o executivo relata que foi possível obter redução de custo para ganhar escala, reduzir a taxa média de suporte de aplicações e desenvolvimento, centralizar o controle e aprimorar a estabilidade. “Além disso, realizamos o cogerenciamento do ambiente, o que é muito positivo para nós”, relata o CIO.
 
O ambiente mais estável permitiu aplicar melhorias em diversas áreas. Antes, por exemplo, o fechamento contábil, fiscal e de custos demandava equipes que viravam a noite para suportar o negócio, além de problemas diários nas aplicações. Hoje, não existem problemas nessas operações e o dia a dia da TI não é mais voltado para a resolução de problemas, mas sim para apoiar frentes de inovação para o negócio.
 
Revitalização do ERP
A gestão do ambiente em dia permitiu que a Michelin se preparasse com mais tranquilidade para a atualização de seu ERP, o Oracle EBS. A implementação, que foi iniciado em junho de 2014, está prevista para ser concluído em junho de 2016. “O projeto é bastante completo, pois é mundial. Somente no Brasil são 2 mil usuários”, relata.
 
A mudança, diz o executivo, tem a missão de promover uma governança mais enxuta na área de TI, focada na redução de processos e de custos. “Quando a casa está arrumada e nos deparamos com um cenário econômico crítico como o que estamos vivendo, fica mais fácil ajustar os mecanismos para ganharmos produtividade e diminuirmos as perdas”, aponta Ramires.

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