Lei que exige ligação direta a serviços de emergência é aprovada nos EUA
Kari´s Law ou “Lei de Kari”, passa a exigir implementação tecnológica que permita a discagem direta para o 911, sem digitar qualquer dígito, código ou prefixo adicional

Em dezembro de 2013 Kari Hunt foi assassinada por seu ex-marido em um quarto de hotel em Marshall, no Texas. A filha de 9 anos tentou discar 911, mas não conseguiu falar com a emergência porque o telefone exigia que o “9” fosse discado antes, para dar linha. O pai de Kari, Hank Hunt fez uma promessa à neta de que isso nunca aconteceria com outra criança.
Desde então, teve início nos Estados Unidos uma campanha para aprovar a Kari´s Law ou “Lei de Kari”. Hank Hunt trabalhou incansavelmente nos últimos quatro anos para obter leis aprovadas nos níveis estadual e federal. No último dia 16, a “Lei de Kari” foi promulgada para passar a exigir o acesso direto à discagem para os serviços de emergência 911 de todos os dispositivos.
A Avaya Holdings comemorou a aprovação da Lei. Desde o trágico incidente, a empresa passou a advogar em favor do acesso direto ao 911 a partir de sistemas telefônicos multilinha (MLTS, na sigla em inglês), apoiando Hunt em sua missão de mudar as práticas de discagem desnecessárias e que contribuíram para a tragédia da família dele.
O processo incluiu educação e conversas com instituições legislativas e reguladoras nos Estados Unidos e em todo o mundo. A Avaya aumentou a conscientização sobre práticas e tecnologias empresariais novas e avançadas, que hoje estão disponíveis em praticamente todos os sistemas de comunicação modernos e eliminam a necessidade de códigos de acesso que historicamente complicavam as chamadas de emergência. Como resultado, leis semelhantes à “Lei de Kari” foram aprovadas na Pensilvânia, Texas, Ohio, Tennessee e Maine.
A “Lei de Kari” exige uma configuração que permita aos usuários iniciarem diretamente uma chamada para o 911 sem apertar qualquer dígito, código ou prefixo adicional. Versões isoladas do projeto de lei foram inicialmente aprovadas em 2017 na Câmara e no Senado. Os Comitês trabalharam então para combinar as duas versões na lei H.R. 582.
