Kaspersky identifica 27 ataques por segundo

?Vivemos em tempos difíceis.? A afirmação é do pesquisador de malware da Kaspersky Lab no Brasil Fábio Assolini. O especialista lembra que as empresas são cada vez mais atacadas e precisam pensar em uma proteção de qualidade para seus ativos. De fato, o cibercrime tem ganhado maior evidência, sobretudo, por, recentemente, ter vitimado um número maior de grandes empresas, além de governos ao redor do mundo.
Apenas os sensores da Kaspersky, como mostra Assolini, identificam 27 ataques por minuto na web, sendo 69 milhões por mês. Por dia, a companhia lida com 70 mil programas maliciosos. ?São ataques dirigidos e em nível global?, alerta. A base de dados da empresa já conta com mais de seis milhões de registros. Além das ameaças tradicionais, a fabricante chama a atenção para os ataques lançados contra dispositivos móveis, que cresce se aproximando do padrão PC. ?A nossa base já tem mais de quatro mil (ameaças identificadas).?
As empresas realmente ficaram mais vulneráveis nos últimos anos e existe uma série de fatores que levam a esse cenário. Além da falta de educação do usuário, que configura como uma das principais ameaças por facilitar a ação de hackers, existe uma falta de atenção à atualização das versões de softwares, especialmente aqueles que contêm falhas de segurança. No Brasil, os softwares com vulnerabilidades mais exploradas são: Acrobat Reader (33,5%), Flash (29%), Java (26%), Office (6%) e Internet Explorer (3,26%), de acordo com levantamento da fabricante.
O pesquisador acredita que esses índices refletem uma menor preocupação das corporações em atualizar aplicativos como Acrobat e Flash e por isso essa tendência, já que, em âmbito global, IE, por exemplo, é o segundo software com vulnerabilidade mais explorada, com 25%.
A apresentação de Assolini aconteceu durante uma coletiva de imprensa da companhia para anúncio de uma nova versão para a linha de produtos empresariais. No mesmo dia, em uma gravação de vídeo, o presidente da Kaspersky, Eugene Kaspersky, lembrava que há cinco anos não se via tantos ataques noticiados como hoje. ?Infelizmente, os cibercriminosos têm tido sucesso ao atacarem empresas, governos e instituições famosas. Há muito mais ataques dirigidos, mas as empresas não ficam sabendo?, falou.
