João Cox, da Claro, não acredita que crise causará impacto no consumo de celular

Para executivo, telefone móvel 'é um bem útil' e instabilidade financeira fará com que pessoas revejam gastos inúteis. Assinatura básica é um deles, segundo presidente da operadora.

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5:07 pm - 10 de dezembro de 2008

João Cox, presidente da Claro, não acredita que a crise econômica fará com que consumidores gastem menos com suas contas de celular.

“É mais barato falar no celular pré-pago do que no fixo, porque no fixo você paga 40 reais, falando ou não. Com 40 reais no pré-pago, você fala muito”, comenta, atacando a assinatura básica cobrada pelas operadoras de telefonia fixa. “A crise vai fazer com que as pessoas revejam seus custos inúteis”, completa.

Para o executivo, telefones celulares são um bem útil, porque “as pessoas precisam se comunicar”. Por isso, ele estima que o mercado de telefonia móvel no Brasil continuará crescendo a taxas de dois dígitos em 2009, tanto no que diz respeito à adição de novos clientes, quanto a volume de tráfego. “Tráfego deve ser até mais”, pondera Cox, que não quis prever qual será o tamanho do mercado no próximo ano.

O presidente da Claro garante que a empresa manterá o patamar de investimentos realizados em 2008, que superaram os 2 bilhões de dólares, excetuando-se o valor aplicado na compra de licenças (cerca de 1,5 bilhão de reais). “Não estamos reduzindo investimentos. Não estou preocupado, acho que a crise é uma oportunidade”, ressalta.

Segundo o executivo, o preço dos aparelhos é o principal aspecto que pode ser afetado pela instabilidade financeira. Mas Cox diz que até o momento a indústria tem conseguido equilibrar essa equação.

Bernardo Winik, diretor de vendas nacional da Claro, conta que a companhia está trabalhando com uma expectativa de que a cotação do dólar se estabilize entre 2,10 reais e 2,20 reais, até janeiro. “O problema maior é a volatibilidade”, pondera.

De acordo com Winik, os contratos do quarto trimestre de 2008 foram fechados com dólar fixo, cujo valor ele não quis informar. A incógnita está nas compras que serão realizadas para o primeiro trimestre do próximo ano.

“Estamos entre os três maiores compradores de handsets do mundo, então, posso trabalhar com preços menores do que os outros. Não vou falar o valor do dólar que estamos trabalhando para o primeiro tri, a menos que você me diga qual é o valor que meus concorrentes estão trabalhando”, afirma.

Winik acrescenta que o volume de vendas da operadora em dezembro está dentro do esperado e que a meta estabelecida para o período do Natal será batida. Em 2007, a Claro conquistou, até agora, 7 milhões de clientes e ultrapassou a TIM, ocupando o segundo lugar do mercado, atrás da Vivo.

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