Internauta usa massivamente redes sociais e ainda não confia em segurança

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7:39 pm - 04 de agosto de 2014

Em São Paulo, 87,8% dos entrevistados utilizam as redes sociais. O alto número é ainda maior se comparado ao balanço do ano passado, em que 84,1% dos ouvidos citaram utilizar algum tipo de rede. Os dados são do estudo realizado anualmente pela FecomercioSP divulgado nesta segunda-feira (04). 
A pesquisa avalia os hábitos dos internautas com relação a uma série de fatores, que vão desde utilização de redes sociais a utilização de serviços e-commerce e segurança, e contou com a participação de 1.000 entrevistados no município de São Paulo.
Os pontos de maior destaque no estudo são referentes à utilização de mídias sociais e segurança na rede. Segundo Renato Opice Blum, presidente do Conselho de Tecnologia da Informação da FecomercioSP, a pesquisa deste ano foi maior e mais completa que a de 2013, o que possibilitou traçar um perfil mais detalhado dos usuários.
Redes Sociais
O Facebook segue ocupando o topo do ranking, com 98,1% das preferências dos usuários. Já o Twitter teve uma alta considerável em relação a 2013 e saltou da terceira posição, com 3,3%, para a segunda colocação, correspondendo a 14,1% dos usuários. Em terceiro lugar, o Instagram recebe 12,8% dos acessos dos internautas. Completam a lista WhatsApp (12,5%), Skype (8%), LinkedIn (7,6%) e Orkut (1,4%).
Para acessar as redes sociais, os internautas afirmaram fazê-lo principalmente em casa (61,85%), no trabalho e em casa (16,06%) e através de dispositivos móveis (15,72%). Feito o acesso, os internautas que mais gastam tempo navegando por elas ficam em torno de uma hora (40%) ao dia. No entanto, 29,8% deles citam ficar mais de quatro horas conectados às redes.
Segurança
Apesar de passarem muito tempo conectados, muitos internautas ainda não confiam plenamente nas opções de segurança para proteção de dados, sejam eles pessoais ou corporativos. Quando questionados sobre a Lei nº 12.737/2012, também conhecida como “Lei Carolina Dieckmann”, criada para punir crimes cometidos em relação a meios eletrônicos e internet, 62,3% citaram conhecer a lei, mas 86,2% deles foram taxativos ao afirmar que a lei não servirá para combater os crimes virtuais.
Outro dado que ressalta esta falta de confiança na segurança das operações virtuais é a utilização de ferramentas tecnológicas para prevenção de roubo de dados, senhas ou possíveis invasões. Ao menos 65,6% dos entrevistados afirmou utilizar soluções com este intuito. Além disto, 80,8% deles ressaltaram temer fraudes e ataques hackers em seus dispositivos móveis.
A pesquisa também mostra que 33,4% dos usuários não leem na íntegra contratos ou termos de uso. Mesmo não realizando o procedimento da maneira correta, 69,6% ressaltam que não confiam nas empresas para guardar seus dados pessoais.
Crimes virtuais e e-commerce
Os dados referentes à utilização de serviços e-commerce podem ser ligados diretamente às preocupações dos consumidores com relação à segurança. Segundo a pesquisa, 58,6% dos internautas realizam compras pela internet, uma pequena alta em comparação aos 55,9% computados em 2013. Com valor médio de R$ 295,30 por transação, as formas mais utilizadas para efetuar os pagamentos são o cartão de crédito parcelado (57,4%), cartão de crédito à vista (24,2%) e boleto bancário (13,9%).
Foi apontado pelos internautas como fator de preferência a praticidade (55,5%), o preço (34,5%) e a variedade/exclusividade de produtos (3,4%). Já entre as pessoas que não utilizam o e-commerce, os principais motivos destacados foram o receio de fraudes (25,7%), a necessidade de ver pessoalmente o produto (11,4%) e a falta de segurança no site (10,7%).
Dentre os tipos de fraudes mais citados pelos entrevistados, a preocupação com a possível clonagem do cartão de crédito/débito afasta 44,5% dos usuários. Experiências anteriores em que produtos foram comprados de empresas fantasmas (16,5%) e a falta de confiança para utilização de dados pessoais (14,8%) também foram citados pelos internautas.

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