Intel fecha parceira com fabricante DL para tablet voltado às classes C e D

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6:55 pm - 10 de abril de 2014

A chave para muitas companhias, não apenas de tecnologia, é entender o consumo das classes C e D. Estamos falando, segundo a Serasa Experian, de 108 milhões de pessoas que movimentaram mais da metade do crédito no País (58%), com renda per capita baixa em relação aos padrões do consumidor de tecnologia – de R$ 320,01 a R$ 1.120.
Para a Intel, representa uma oportunidade de mercado, uma vez que a própria companhia admite que chegou tarde no segmento de tablets e smartphones, dominada pela arquirrival ARM. Assim, a parceira com a fabricante brasileira DL é a aposta a começar pelo tablet X-Pro.
Equipado com o processador Atom, a promessa é oferecer um produto diferenciado para esse público, que pede melhor performance. “Se você olha os concorrentes dessa faixa hoje, são produtos muito parecidos. Por isso, apostamos na marca Intel, num processamento rápido para a categoria e a suíte de segurança já embarcada para atuar no diferencial”, justifica o diretor geral da Intel para América Latina, Steve Long.
O diretor comercial e de marketing da DL, Francisco Hagmeyer, explica que a meta da fabricante é vender 2,5 milhões de unidades neste ano, um aumento de 30% nas vendas. Apesar de números imprecisos de mercado, ele estima que o mercado de tablets dessa faixa feche o ano com 14 milhões de unidades vendidas no Brasil, no geral.
“Vamos entrar em licitações, vamos aproveitar oportunidades, todas de maneira indireta”, conta Hagmeyer, que hoje possui cerca de 100 distribuidores, dos quais dez deles, ligados a grandes varejistas, concentram 80% da operação. A companhia conta com incentivos da lei do PPB.
O X-Pro chega ao mercado no fim de abril custando R$ 449, com tela de 5 polegadas, processador Intel® Atom™ Z2520 Dual Core de 1,2Ghz, sistema operacional Android 4.2, com 1GB de memória RAM e 8GB de memória interna.
Quando questionados sobre a alta aposta, em um terreno desconhecido para grande parte das fabricantes de tecnologia, Long considera o risco como o DNA da Intel. “É uma grande aposta. O mercado de tecnologia envolve muitos riscos, mas estamos confiantes na capacidade e na qualidade dos produtos da DL e além de tudo da grande oportunidade que o Brasil representa para tablets”, conclui.

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