Telemar descarta investimento em provedor gratuito

De acordo com Marcelo Pereira, diretor de atacado da operadora, não há a intenção de lançar um “iG 2 – a Missão”, pois o modelo atual que propicia o “sumidouro de tráfego” não pode se manter.

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5:26 pm - 19 de agosto de 2004

A Telemar não tem interesse em investir em outro provedor gratuito, segundo afirmou Marcelo Pereira, diretor de atacado da operadora, nesta quinta-feira (19/08) durante o 13o. Seminário Telecom. “Não temos a menor intenção de lançar um iG 2 – a Missão”, disse o executivo.

Segundo o diretor, o modelo atual, que propicia o “sumidouro de tráfego”, possibilitando que uma operadora consiga “enriquecer” às custas de outra não pode ser mantido. “Os provedores ganham muito mais dinheiro atualmente com a receita vinda das operadoras do que com a oferta de conteúdo aos internautas. Este círculo vicioso foi criado pela dominância dos provedores grátis e é danoso para todos”, enfatiza.

Pereira alega que a distorção do modelo chegou a tal ponto, que atualmente o usuário de internet gratuita em banda estreita é muito mais rentável aos provedores do que os clientes de banda larga. “Além disso, como eles ganham mais dinheiro com as operadoras, nem existe a preocupação em desenvolver conteúdo de alta qualidade. É só perguntar a qualquer provedor”, provoca.

Para o diretor da Telemar, a solução “Bill & Keep”, proposta pela Anatel, será uma boa saída para o dilema, embora possa deixar brechas para alguns problemas como o da pirataria no tráfego local de voz. “Atualmente 55% do tráfego entrante internacional e 40% do tráfego sainte já vem de operadoras piratas. Meu único receio é que isso possa aumentar no tráfego local, onde o percentual ainda é 10%”, conclui o executivo.

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