IBM abre fogo contra AWS e concorrentes com aporte de US$ 1,2 bi para cloud computing

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9:00 am - 18 de março de 2014

A IBM anunciou nesta sexta-feira um plano de investimentos de cerca de US$ 1,2 bilhão para alavancar sua estratégia de computação em nuvem, culminando no lançamento de 15 data centers integrados com os 13 da SoftLayer e os 12 centros de dados já existentes da Big Blue, totalizando em 40 estruturas. Entre essas novas infraestruturas, um estará localizado no Brasil e outro no México.

China, Washington DC (EUA), Hing Kong, Londres, Japão, Índia, Canadá e Dallas (EUA) também devem contar com novos data centers. Com esse investimento, a Big Blue espera contar com data centers nas principais geografias do mundo. Em 2015, os investimentos neste sentido se dedicarão ao Oriente Médio e África.

A iniciativa coloca mais gás às pretensões da IBM no mercado de cloud computing. Certamente, esse movimento pode trazer de volta à fabricante aos trilhos com sua receita, uma vez que, desde 2007, gastou mais de US$ 7 bilhões em aquisições para acelerar sua visão para a nuvem.

A companhia informou que já conta com 1,560 mil patentes para cloud computing e processa diariamente mais de 5,5 milhões de transações de clientes em sua nuvem pública. Até 2015, a companhia espera alcançar US$ 7 bilhões em receita proveniente da computação em nuvem.

SoftLayer como carro-chefe

A aquisição da SoftLayer foi, de longe, um dos maiores passos rumo ao crescimento com cloud computing para a IBM. A simples adesão da companhia ao portfólio possibilitou que clientes pudessem comprar espaço para processamento e armazenamento na nuvem por meio do cartão de crédito, algo que a iniciativa SmartCloud nem mesmo passava perto. Segundo especialistas, foi a partir da aquisição que a Big Blue começou a ter verdadeiramente uma oferta em nuvem.

O investimento de US$ 1,2 bilhão deve atrapalhar a expansão da Amazon Web Services – mas com o tempo. Com um data center próprio nas principais geografias do mundo, o que contempla o Brasil, a empresa conseguirá suportar requisições de segurança que outros provedores não podem, como, por exemplo, que os dados financeiros e governamentais não ultrapassem as fronteiras dos países a que pertencem. Soma-se isso ao novo modelo de contratação de cloud, e as possibilidades são ainda maiores.

HP e Oracle também devem sentir um baque. A última, aliás, deve contar com um data center no Brasil ainda no primeiro semestre de 2014.

Este tipo de investimento é uma das razões pelo qual a SoftLayer tem sido vista como a principal fonte de receita da IBM nos próximos anos. Quem sabe, até, o negócio de nuvem pode correr independentemente às outras áreas da IBM, para fortalecer a visão de computação em nuvem e ofertas dedicadas, sem vínculos de hardware.

Ao site The Street.com, Frank Gens, vice-presidente sênior e chefe de análises da IDC, disse que o investimento da IBM mostra que a companhia está colocando “colocando a comida onde a boca está”. A nuvem está crescendo em cerca de cinco vezes a taxa das despesa globais de TI, ou cerca de 25% ao ano, e, elevando gradualmente a parte de seus negócios para onde está o crescimento, a IBM encontra-se em uma posição muito forte, nota o site.

“A nuvem é o antídoto para as baixas taxas de crescimento da IBM”, disse Gens ao The Street.com.

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