HP atualiza linha de networking e amplia discurso de SDN

A HP dá mais um passo em sua tentativa de posicionar-se como uma fornecedora de tecnologia de ponta a ponta para seus clientes. A fabricante anunciou uma nova arquitetura de rede definida por software (SDN, na sigla em inglês), que originou produtos como, por exemplo, o HP FlexFabric 12900, habilitado para OpenFlow e o software HP FlexFabric Virtual Switch 5900 que, em conjunto com o switch físico HP FlexFabric 5900, oferece maior integração e disponibilidade de serviços em ambientes VMware.
Há também outras soluções de networking. Produtos como o HP Virtualized Services Router, que promete reduzir o espaço ocupado no data center a partir da virtualização de serviços via oferta em máquina virtual. Foram quase dez produtos lançados para atingir dois propósitos específicos: diminuir o tempo de provisionamento de rede e transformar as infraestruturas dos centros de dados. Ambos movimentos visam a facilitar a vida do pessoal de TI, que, segundo Antonio Mariano, diretor de pré-vendas da HP, se preocupará menos com a infra e mais com o negócio.
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Os produtos sob a chancela da arquitetura HP FlexNetwork prometem 75% menos complexidade que soluções como Juniper Qfabric ou Cisco FabricPath. Além disso, vêm com o discurso de duas vezes mais escalabilidade. Segundo Mariano, o mercado de networking ganha cada vez mais espaço no mundo, mas de forma discreta, uma vez que tendências que demandam alto uso de rede, como análises de big data, cloud computing ou mobilidade, só crescerão nos próximos anos. Com a atualização do parque de produtos para rede, a HP finca os pés de forma mais estruturada para dar suporte a essas novas demandas, o que vai ao encontro, aliás, da substituição dos sistemas IPv4 para IPv6.
Rita D´Andrea, diretora de vendas da HP networking no Brasil, vê muitas oportunidades para os canais da companhia que visam a, principalmente, negócios em rede, data center e computação em nuvem. Por estar baseado em arquitetura aberta, o custo dos produtos é menor que o aplicado anteriormente no mercado e a possibilidade de integração com os sistemas legados é muito maior e simples, destaca ela. A companhia conta com cerca de 40 modelos de switches que rodam em OpenFlow.
Obviamente, por se tratar de uma nova linha de produtos e um novo foco da companhia em captar clientes para as soluções de SDN e rede, há treinamento para os parceiros envolvidos, sendo eles ?essenciais para mover culturalmente os clientes para dentro desse mundo menos complexo e mais integrado?. ?Há grande comprometimento com as revendas. Estamos subsidiando os treinamentos, investindo para que elas tenham as certificações e competências corretas para realizar negócios?, revela a executiva.
Mariano lembra que não é necessário que seus clientes abandonem suas atuais infraestruturas para pensar apenas no SDN, ?e isso nem precisava ser dito?, brinca. Ele lembra que é possível o modelo híbrido, ?com parte sim e outra não sendo definida por software?.
?A verdadeira, e mais tangível, visão de oportunidades de novos negócios está na atualização dos data centers, com empresas cada vez mais na nuvem e com menos infraestrutura interna?, complementa Rita. ?Mas a nuvem privada também é um grande negócio. Empresas que optam por cloud privada também são alvos.?
Infraestrutura convergente ? e estendida
Se olharmos o mercado pelo panorama que a HP vê, falar de infraestrutura convergente é absolutamente natural, com claras possibilidades de expandir o discurso para além dos sistemas, tateando até mesmo o usuário corporativo. Mas a mensagem tem que ser passada da melhor maneira possível, para nenhum ponto ser perdido no meio do caminho, e aí mora um problema a ser combatido.
Se um cliente quiser montar um sistema de computação em nuvem privada, com os servidores, soluções de rede e armazenamento, adicionando a inteligência do software para fazer a orquestração dos acontecimentos da infraestrutura, assim como ferramentas para análises de dados e inteligência de processos, é possível adquirir tudo diretamente com a HP (obviamente levando em consideração parcerias da empresa com outros fabricantes das tecnologia que não detém soluções proprietárias).
Além disso, a provedora consegue estender suas ofertas devido a amplitude do portfólio e abordagem. Isso a leva para além de infraestrutura, com a possibilidade de entregar notebooks e tablets da companhia na ponta para o usuário, ampliando o perímetro de participação da empresa dentro de seus clientes. Até o final do ano chegarão mais tablets da HP ao mercado. Atualmente, os destaques são do Slate 7, rodando Android, e o ElitePad 900, esse com Windows 8. Mas, novamente, a mensagem tem que fluir muito bem para que o parceiro ? e principalmente o cliente ? enxerguem os benefícios de negócios neste sentido.
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