HP amplia fabricação de servidores no Brasil
Empresa passa a montar em Campinas os três modelos de missão crítica da linha Integrity série 9500.

Para reforçar a presença no mercado de servidores no Brasil e ter preços mais competitivos, a HP está ampliando a produção local nessa área. A fabricante começa a montar no País a linha de missão crítica da família Integrity série 9500, baseada em processadores Itanium da Intel para ambiente Unix.
A HP fabrica servidores no Brasil desde 1998, em centro fabril instalado na cidade de Campinas (SP). Os primeiros equipamentos de missão crítica começaram a ser montados aqui em 2011 e agora a empresa decidiu investir na produção local também dos equipamentos Integrity da série 9500.
Nesta fase serão montados no País os três modelos blade i4 lançados recentemente que são os BL860c, BL870c e BL890c, projetados para gabinete HP BladeSystems c-Class. A produção inicia em fevereiro e os primeiros produtos com selo nacional estarão à venda entre março e abril, segundo cronogramas da HP.
Segundo Marcos Gaspar, diretor de vendas de servidores de missão crítica da HP Brasil, a produção local desses equipamentos faz parte de um plano da companhia para enfrentar a concorrência com mais agressividade.
As novas máquinas que serão montadas no Brasil deverão custar 20% menos que as importadas, que hoje têm preço médio de 40 mil dólares. “Seremos mais competitivos por causa das vantagens do PPB [Processo Produtivo Básico]”, promete Gaspar.
Os servidores Integrity da série 9500 são para aplicações de missão crítica em ambiente de alta disponibilidade Unix, como sistemas de gestão empresarial (ERP), Big Data, billing de operadoras de telecom e processamento na nuvem.
O principal alvo da HP com os novos servidores Integrity é a base de clientes dos modelos antigos. “Queremos que eles se beneficiem dos novos recursos”, conta Gaspar informado que o braço HP Financial Services pode ajudá-los na migração, apoiando na recompra das máquinas obsoletas.
Mesmo com o avanço de cloud computing, o executivo da HP constata que muitas empresas estão comprando servidores para processar aplicações de missão crítica em casa ou em nuvem privada. Ele observa que as vendas estão mais aquecidas nos segmentos de manufatura, telecom e de finanças. Os data centers também são grandes apostas da companhia.
Mercado brasileiro de servidores
Não é à toa que a HP está investindo em produção local de servidores no Brasil. As vendas desse produto movimentaram 1,4 bilhão de dólares em 2012, com crescimento de 2,9% em comparação com o ano anterior. Esse valor representou 2,6% dos negócios globais que foram de 56 bilhões de dólares, segundo estudos da IDC.
Para 2013, a consultoria de pesquisas prevê que essa indústria terá uma performance melhor no Brasil. As projeções são de um incremento da receita de 6,4%, caso o Brasil encerre o ano com Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5%.
Alexandre Vargas, analista da IDC para o mercado de servidor e storage na América Latina, avalia que essa indústria foi impactada no ano passado porque algumas compras foram adiadas. Ele cita como exemplo o setor de governo que segurou suas encomendas e que as propostas deverão ser colocadas na rua este ano.
Hoje o mercado de mainframe representa cerca de 30% das compras totais de servidores no Brasil, segundo a IDC. Essa plataforma demonstra longevidade no mercado local, apesar de ter registrado uma queda de 0,77% em 2012, enquanto no mundo o declínio foi de 2,81%.
Já as perspectivas de negócios para servidores Unix são otimistas. A IDC prevê que as vendas de máquinas com essa plataforma crescerão 7,46% entre 2012 e 2016, enquanto que a tecnologia x86 alcançará taxas expansão de 4,31%.
