Haven: a aposta da HP em Big Data

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12:00 am - 04 de fevereiro de 2014

Há quem não goste do termo e não entenda isso como novidade, mas o fato é que Big Data tem dominado boa parte das rodas de discussões de tecnologia. A indústria de TI enxergou na expressão uma oportunidade como foi com cloud computing, modelos de venda como serviço, entre outras tendências amplamente exploradas. Com a HP não é diferente. A companhia que ao longo dos últimos anos fez diversas aquisições que contemplavam, por exemplo, a área de analytics, vem ao mercado com uma nova abordagem que acredita ser ‘matadora’ em termos de ajudar uma corporação a extrair todo o potencial da análise de dados.

Trata-se da plataforma Haven, anunciada durante o Discover 2013, principal evento da fabricante para clientes que aconteceu em Las Vegas e reuniu ao menos 12 mil pessoas. A solução integra Hadoop, Autonomy, Vertica e Segurança. “Qual o retorno que você tem dessa informação? É isso que as empresas buscam no final das contas”, lembrou Colin Mahony, vice-presidente da HP Vertica. “Captamos 100% dos dados, estruturados, não estruturados e os semiestruturados. Haven tem escala, velocidade, segurança e aplicações e se conecta com qualquer fonte de informação.”

E quando o executivo diz qualquer fonte, isso significa rede social, vídeo, áudio, email, textos, dispositivos móveis, dados transacionais, documentos, IT/OT, mecanismos de buscas e imagens. E agregar o Hadoop reforça uma abordagem que referenda padrões abertos também. O Haven, como afirmou Luis Maldonado, diretor de gerenciamento de produto da HP Vertica, vem atender uma demanda dos próprios clientes da HP. A companhia ofertava peças de Big Data e, agora, traz uma abordagem integrada e que promete atender companhias de qualquer porte e linha de negócio.

“Os clientes queriam uma plataforma para entender o negócio e gerenciar os aspectos desse negócio”, explica Maldonado, que coordena conversas com usuários de TI para evoluir o portfólio de produtos. “E a beleza do Haven é a escala, que vai de uma empresa de pequeno porte a uma grande corporação e passa pelo quanto você entende o seu negócio. Tornamos fácil para pequenas e grandes empresas. Você vai para saúde, varejo, finanças. Tem empresas globais de varejo que tentam entender o comportamento dos clientes em diversas partes do mundo e faz todo sentido uma plataforma como essa”, entende.

A HP, assim como outros grandes nomes da TI que passaram por um intenso processo de aquisições, sabe o quanto é necessário investir na integração das soluções e, para os CIOs, trata-se de algo que impacta em redução de custo e complexidade e melhoria da eficiência operacional e até da entrega de resultado. Com uma plataforma integrada, até a implantação se torna menos complexa.

Mas algo importante a ressaltar em torno do anúncio do Haven é que a companhia não pretende descontinuar a venda das soluções de formas separadas. Como lembrou Maldonado, a plataforma traz um conjunto de soluções que faz sentido para quem já iniciou um trabalho com Big Data e tem certa maturidade na análise de dados. Empresas que ainda vão começar a investir nesta seara, geralmente, iniciam com uma abordagem mais simples, até para sentir o terreno e depois partir para algo mais completo e robusto.

E essa evolução programada é necessária. Hoje, por exemplo, como comentou Juna Manley, líder global de Big Data na HP, existe uma ansiedade muito grande em torno dessa tendência, o que leva muitas empresas a armazenarem tudo, mas não necessariamente analisar. E mesmo dentro do que é ‘analisável’, parte fica de fora, uma espécie de dado escuro. “Ninguém sabe o valor real desse dado e gerenciam por gerenciar. Como monetizar essa informação? Como usar isso para melhorar o processo corporativo. É uma espécie de dado escuro, que fica perdido. Entender o valor do dado é não ter essa lacuna, fazer com que todo o dado seja realmente analisado.”

Juna entende que a abordagem construída pela HP em torno da plataforma Haven possibilitará a análise de todas as informações e de maneira mais completa, sem esquecer a segurança necessária a esse tipo de processo. “Para o CIO é essencial. Ele terá mais disponibilidade e facilidade e entenderá melhor a magia do Big Data. Os líderes de negócios estão à frente das iniciativas de Big Data e o CIO precisa entender isso e levar a discussão do Big Data para um lado mais corporativo”, aconselhou.

*O jornalista viajou a Las Vegas a convite da HP

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