Governança e Big Data: proteger e fornecer informações

Quando considerada a governança para o manejo de dados, especialmente Big Data e não a tecnologia escolhida para lidar com as informações, é possível resumir as regras em duas palavras: proteger e servir. Para a analista da Forrester Research Michele Goetz, trata-se de proteger a reputação e mitigar os riscos associados ao uso inapropriado dos dados; e servir a necessidade de informação de maneira ágil e rápida para atender às condições de mercado.
?Pode até parecer simples, até ao ponto de meu lado adolescente apontar e dizer ?er, é óbvio??, escreve Goetz. ?Contudo, não deixe a simplicidade mascarar a realidade?, alerta a especialista. Ela relata que em muitas discussões com companhias sobre o tema, o departamento de TI e executivos relacionados ainda aprendem mais a proteger do que a servir. Ou seja: governança ainda é equiparada a controle.
Em um primeiro estágio, ?não? é mais comumente ouvido que ?sim?. ?Em grandes estruturas empresariais, especialmente onde há um chief data officer, a responsabilidade é do executivo. Eles precisam confiar nos dados. Os controles e processos no nível da empresa estão desenhados para suas necessidades e expectativas de informação?, escreve Michele no blog da consultoria.
No entanto, no mundo de grandes volumes de dados, há uma estratégia de dados mais facetada devido à capacitação da empresa para terceirizar TI, executivos experientes cada vez mais conscientes da tecnologia e a capacidade de servir. E isso afeta diretamente a governança de dados.
?Um único padrão para tudo é governança de dados ultrapassada. Zonas de governança de dados é a realidade de hoje?, resume. Claro, a especialista admite a necessidade de centralização e de comprometimento executivo no sentido de direcionar a contabilidade e o provisionamento de recursos para gerir os dados. Entretanto, a porta está aperta e os negócios podem conseguir extrair o que precisam de fontes externas e parceiros sem a necessidade de obter uma intervenção do executivo de TI. ?Na verdade, se a governança retarda as coisas, desculpe, ela e a gestão de TI estão perdendo seus argumentos?, pondera.
Em outras palavras, na visão de Michele, a missão da governança de dados na era do Big Data deve estar relacionada à velocidade, acesso e educação dos stakeholders para tomar boas decisões sobre o que pode ser confiado fora da TI para suportar as iniciativas de dados. Assim como a TI estabeleceu políticas de fazer as coisas de maneira mais eficiente e gerir recursos entre fontes internas, de outsoucing e off-shore, assim se comportará o negócio também.
Essa conclusão é tanto sobre proteger como sobre servir, porque trata-se de estabelecer a governança de dados em zonas de ambientes multi-facetados: zonas de arquitetura de dados, as zonas de tipos de dados e as zonas de consumo. ?No fim das contas, a diferença da governança de dados no mundo do Big Data é que proteger e servir têm o mesmo peso. A voz do negócio não será sufocada?, conclui.
