Google quer acelerar o tráfego de rede

Levado pelo desejo de garantir que os aplicativos de rede respondam tão rápido quanto os de desktop e pelo entendimento que redes mais rápidas levam a usuários mais felizes, o Google se juntou a iniciativa OpenDNS para tornar a internet mais rápida.
O OpenDNS é um sistema de domínio alternativo (DNS), e um grupo de conteúdo de entrega de rede (CDNs).
Na terça-feria (30/08), a OpenDNS disse que trabalha com a gigante de buscas, a BitGravity, DNS.com, CDNetworks, Cloudflare, Comodo e Edgecast no que o grupo chama de iniciativa Global Internet Speedup .
Em um comunicado oficial, o engenheiro do Google, Dave Presotto, afirmou que a empresa “está comprometida em tornar a internet mais rápida – não apenas para seus usuários, mas para todos. Faremos isso da maneira que pudermos, melhorando protocolos, navegadores, software client e redes”.
O objetivo do projeto é tornar a rota de tráfego DNS da internet – como streaming de vídeo – mais eficiente.
O CDNs se envolveu para ajudar a oferecer o conteúdo comercial e colocar os servidores de alto volume perto de grandes grupos de usuários, onde há conectividade rápida com a internet e, assim, servir o conteúdo por meio do local CDN mais próximo. Mas, tradicionalmente, o CDNs faz suas escolhas de roteamento com base na localização do servidor de DNS do usuário, em vez de sua localização. Se um usuário não está próximo ao seu servidor, o conteúdo pode ser entregue de forma lenta.
A iniciativa Global Internet Speedup deseja ajudar o CDNs a tomarem melhores decisões acerca de como trilham o tráfego da internet. O objetivo é servir o conteúdo que os usuários requerem por meio da rota mais eficientes, independentemente do usuário estar perto ou longe do provedor DNS.
O CEO da OpenDNS, David Ulevitch disse em um comunicado que a iniciativa é baseada em padrões abertos e que outras empresas de internet podem participar.
Porém, há implicações potenciais de privacidade. O novo sistema expõe uma parte de endereço IP do usuário chamado de edns-client-subnet que não é transmitido em requisitos HTTP. Isso levanta a possiblidade de que provedores de DNS podem obter mais informações do que as que conseguem agora. Entretanto, o grupo oferece recomendações sobre configurações de rede que limitariam a capacidade de terceiros terem acessos a essas informações de endereço IP.
(Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini)
