GFT muda estratégia e foca em operações no Brasil

Há cinco anos no Brasil, a GFT ? fornecedora de TI para empresas do setor financeiro ? acaba de passar por uma mudança completa em seu sistema de olhar o mercado nacional. Se antes o foco era exportar a prestação de serviços para países como Estados Unidos, Reino Unido e Espanha, com o aquecimento da economia por aqui, e a desaceleração do investimento por lá, foi mais do que natural mudar essa perspectiva. O processo é liderado por Marco Santos, que chegou ao cargo de country manager da companhia em junho de 2011.
Cerca de 70% dos ganhos da unidade local da companhia vêm de negociações internacionais. Os 30% restantes, portanto, ficam com a operação nacional, basicamente focada em bancos. ?A expectativa neste ano é ampliar bem a participação das empresas nacionais. Naturalmente o Brasil começou a ser olhado de forma diferente?, explicou o executivo, que não detalhou, contudo, qual o valor do faturamento. O executivo deixou claro que negócios continuam a ser fechados na esfera internacional, mas que aumentar as operações no Brasil é um processo mais do que condizente com o momento pelo qual passa o País.
A companhia atua em quatro frentes: consultoria, desenvolvimento de projetos de TI (sendo mainframe e também baixa plataforma), inovação (área mais focada em pesquisa e desenvolvimento e criação de aplicativos) e implantação de soluções de mercado SAP para bancos.
Nos últimos oito meses, a companhia já fechou dois projetos com clientes. ?Também já assinamos um contrato master com um grande cliente corporativo, com duração de três anos?, contou.
Fundada na Alemanha em 1987 por seu atual CEO, Ulrich Dietz, a GFT obteve receitas de cerca de 248 milhões de euros em 2010, com alta de 14% sobre os 216,81 milhões de euros do ano anterior. A empresa opera no Brasil desde 2005, onde emprega cerca de 160 profissionais que estão distribuídos por suas unidades de Sorocaba e de São Paulo.
