FBI amplia divisão de cibersegurança

O Federal Bureau of Investigation (FBI) está adicionando recursos, desenvolvendo novas ferramentas, ampliando as contratações e expandindo a colaboração com grupos locais como parte da próxima geração da iniciativa de cibersegurança.
A agência vem há algum tempo com forte trabalho de combate ao cibercrime. Apenas no ano passado, o FBI flagrou dezenas de envolvidos em roubo de dados de cartão de crédito e de contas bancárias, prendeu integrantes chave de grupos como Anonymous e LulzSec, quebrou um sofisticado esquema de fraudes bancárias online e trabalhou próximo de instituições internacionais para conter o botnet que roubou US$ 14 milhões.
No entanto, o FBI entende que é preciso melhorar, especialmente em sua habilidade de atribuir os ataques aos hackers. Condenações por cibercrime tem sido um grande desafio judicial, dada a natureza da internet e a habilidade dos hackers de modificar os endereços IPs.
Ao longo do último ano, a agência fez um esforço para descobrir e investigar ataques lançados pela internet e desenvolver um quadro de cientistas da computação treinados para extrair as assinaturas digitais dos hackers. Para isso, o FBI ampliou as contratações desse tipo de especialista para trabalhar ao lado de seus agentes como parte das ciberinvestigações.
A questão que o FBI quer resolver é ?quem conduz o ataque ou a exploração e o que motivou a ação?, informou, em comunicado, Richard McFeely, diretor-assistente da divisão ciber, criminal e de serviços da agência. ?Para chegar a isso, temos que fazer todas as análises necessárias para determinar quem está do outro lado do teclado.?
