Ex-diretor da CIA defende uso de criptografia end-to-end

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3:50 pm - 02 de fevereiro de 2016

O ex-diretor da CIA e da Agência Nacional de Segurança, General Michael Hayden, defendeu que o governo não deve ter chaves de criptografia de comunicações. “América está mais segura com a inquebrável criptografia end-to-end”, disse ele em entrevista ao Wall Street JournalO general agora lidera o Chertoff Group, uma empresa de consultoria global com foco em segurança e gestão de riscos. 

A declaração do executivo segue após a afirmação do atual diretor da NSA, Mike Rogers, durante o Conselho do Atlântico, que aconteceu em Washington, de que a criptografia é essencial para o futuro. Para Hayden, há outros meios de conseguir dados. 

O executivo lembrou sobre um chip que a NSA estudou adotar chamado de Clipper. Ele permitiria que a organização interceptasse comunicações comerciais, mas o governo optou por não usá-lo. E mesmo assim conseguiu de outras formas continuar com seu processo de vigilância. “Não conseguimos o Clipper, não usamos backdoor e ainda assim tivemos os melhores 15 anos da história da vigilância eletrônica”, afirmou ainda durante a entrevista.

O pensamento de Hayden também foi confirmado por um estudo recentemente divulgado pela Universidade de Harvard, o qual afirma que a criptografia não seria uma arma usada para a proteção de criminosos, ou mesmo interferiria no monitoramento de possíveis atos terroristas – que é o que acredita o FBI e outras agências protetoras da lei.

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