Estratégia da Ford trará desafios para TI da empresa

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10:13 am - 09 de dezembro de 2011

Com o objetivo de melhorar o desempenho no Brasil, a Ford vem com uma forte estratégia de renovar o portfólio de veículos oferecidos por aqui, trazendo todos os modelos globais da montadora para o mercado local até 2015. Só no próximo ano chegarão mais três. Todo esse movimento altera a dinâmica da empresa e os departamentos, a exemplo da TI, precisam estar aptos a desenvolverem suas atividades de forma a suportar o crescimento esperado. Até porque, apenas a planta de São Bernardo do Campo, na grande São Paulo, receberá R$ 800 milhões em investimentos.

Mas, pelo menos em TI, isso parece não ser um problema. Em entrevista à InformationWeek Brasil, o CIO da companhia para América do Sul, Edson Badan, informou que, dentro da estratégia de trazer novos produtos, o departamento liderado por ele trabalha para integrar todas as soluções de uso corporativo dentro de padrões globais. ?Nós temos um plano, começado em 2007, para que até meados da década tenhamos 75% das soluções utilizadas no Brasil sejam corporativas (ou seja, dentro de um padrão estabelecido globalmente pelo grupo).?

Para o executivo, esse trabalho é muito mais fácil em áreas técnicas. Os campos mais comerciais demandam trabalho extra, até pela influência regional, como regulação e impostos. ?Para engenharia, por exemplo, já usamos 100% de sistemas mundiais. Nas áreas em que há interferência de leis, usamos muita coisa local. Fazemos interfaces para que coexistam soluções corporativas e locais?, detalha.

O fato de existir um plano de padronização para que os sistemas, na medida do possível, também sejam globais, não significa que o grupo de Badan não possa sugerir soluções. ?Temos duas situações: soluções nossas que foram consideradas e estendidas para outras regiões e, também, quando se desenha aplicação nova para América do Sul, temos alguém lá que é nossa voz para que nos atenda também.?

No Brasil, Badan comenta que não são feitas as discussões de padrões, mas ele participa de reuniões de pesquisas com o grupo de engenharia situado nos Estados Unidos. Lá, avisa o executivo, estão em andamento muitos estudos para adoção de soluções em cloud e mobilidade.

Quando o assunto é tecnologia embarcada ou chão de fábrica, entretanto, a TI não interfere. Mas, enquanto funcionário, o CIO diz que, assim como todos os outros colaboradores, pode dar sugestões sobre o direcionamento tecnológico e para onde ele imagina que as coisas estão caminhando.

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