Erros a não cometer na Copa e Olimpíada

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11:12 am - 08 de agosto de 2011

O Brasil precisa ficar atento às dificuldades que podem surgir no meio do cronograma de preparativos para Copa e Olimpíada e deve se preocupar muito com as questões humanas que estarão envolvidas. Os alertas foram feitos por dois dos integrantes dos grupos de trabalho das Copas da Alemanha (2006) e África do Sul (2010). Confira outras dicas deles.

Phumlani Moholi, ex-CIO da Copa da África, responsável pela infraestrutura de TI e Telecom do evento.

  • “O Brasil precisa colocar pessoas bem treinadas para liderar os projetos, são elas que vão gerar oportunidades para outros se desenvolverem e isso será um dos legados principais do evento”;
  • “Verifique e depois verifique novamente. Faça testes e depois mais testes. Pense no improvável. Na África do Sul, a energia começou a falhar 20 minutos antes de um jogo. Tudo estava perfeito. Mas, um dia frio não planejado aumentou a demanda local”;
  • “Vocês só podem pensar em 100% de disponibilidade. Num megaevento desses não existe 99%”;
  • “Se algo der errado, a marca da Fifa sofre impacto negativo. Mas a marca do País sofre muito mais”;
  • “As lideranças precisam dar a direção principal. Haverá muitos problemas no meio do caminho e é preciso identificar o que merece envolvimento maior e o que é só detalhe que causa muito ruído e faz perder o foco”;

Jürgen Richter, managing consulting da Deutsche Telekom

  • “Às vezes você pensa que tem tempo suficiente e não tem. Na Alemanha, começamos a pensar numa Copa com conceitos de sustentabilidade em 2003. Três anos foi pouco tempo”;
  • “O Brasil está discutindo coisas que poderiam terem sido resolvidas ontem”
  • “Na Alemanha, naquela época, não utilizamos as redes sociais. Elas não tinham o tamanho de hoje, mas já eram reconhecidas como bons canais. Hoje não se pode fazer um megaevento sem se envolver com isso”;
  • “Cada país tem seus aspectos. Na Alemanha, qualquer torcedor de país vizinho pega uma Autoban e está em duas horas no estádio. No Brasil, um venezuelano precisa de horas de vôo e mais trânsito local. Isso precisa ser pensado”;
  • “A economia do mundo está diferente. O euro desvalorizou e a moeda brasileira tomou o caminho contrário. A Copa de 2014 não pode ser um evento caro por questões de câmbio

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