Empresas que terceirizam service desk ainda têm 50% do mercado para explorar

As empresas que terceirizam service desk ainda têm 50% do mercado para explorar, segundo a pesquisa bianual “Melhores Práticas para Centro de Suporte 2010/2011” desenvolvida pelo HDI Brasil. De acordo com o estudo, 50% utilizam o modelo insourcing. As atividades, equipe, estrutura e metodologia são geridas de modo próprio e interno, ou seja, não há a contratação de fornecedores.
A pesquisa também mostra que o full outsourcing, que é exclusivamente administrado pelo fornecedor, é utilizado em 15,8% dos casos, enquanto o outsourcing interno, ou seja, em que a estrutura é própria e as metodologias e equipes são do fornecedor, é adotado por 11,6% das empresas. Já o rightsourcing, modelo que provê um misto de recursos internos e externos, é adotado por 22,6% dos casos.
O HDI Brasil ainda revelou que mais da metade do mercado está desamparado em relação ao modelo de outsourcing externo. No que tange às questões geográficas, a região Sul é qualificada como a mais conservadora sobre a ideia de terceirizar seus serviços de Service Desk e Field Support: cerca de 65% das companhias sulistas ainda operam no modelo insourcing contra 12% e 13% das que utilizam o outsourcing interno e externo, respectivamente. O rightsourcing representa os outros 8%.
Os dados do Sul contrastam com os dados do Sudeste no que tange aos modelos de out e rightsourcing. Na região mais populosa do País, a terceirização externa atinge a casa dos 17% e a interna, os 10%. Porém, o número de empresas desta região que ainda utilizam o insourcing é grande, 47%. O rightsourcing aparece em segundo lugar, com 23%.
Das funções terceirizadas pelas empresas, as maiores proporções, em números, estão concentradas no suporte a sistemas, aplicativos e softwares, atingindo a porcentagem de 47,9%. Na sequência aparece o suporte à infraestrutura (desktop e rede), com 43,8%; manutenção de hardware, com 36,3% e suporte à internet, com 23,3%. Em contrapartida, a operação de gerenciamento de impressão, por exemplo, ainda é uma função pouco utilizada pelas empresas, apresentando apenas 3,4%.
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