Empresas buscam aumento de receita e agilidade em nova fase de adoção da cloud

Após uma primeira onda de adoção de cloud computing em busca de redução de custos e otimização de processos, agora a TI rende-se à uma nova fase de implementação da nuvem pautada na procura por aumento de receita e otimização do orçamento de TI. Agora, agilidade e inovação são palavras de ordem, sintetiza Marco Sena, diretor de Desenvolvimento do Mercado de Cloud da Cisco para a América Latina.
Estudo da Cisco divulgado hoje (27/8) comprova a movimentação. O levantamento realizado pela IDC com 3,4 mil empresas em 17 países, mostra que 53% das empresas esperam que a adoção da nuvem gere aumento de receitas ao longo dos próximos dois anos.
“Quando se opta pela nuvem, claramente há uma redução da barreira de entrada de projetos, porque não há investimento em infraestrutura. É possível testar novas ofertas muito rapidamente”, afirma o executivo, acrescentando que outro benefício é a aproximação da TI com as áreas de negócios. Embora queiram aproveitar todo o potencial da nuvem, o estudo mostra que 32% das companhias não têm uma estratégia de cloud. “Trata-se de um paradoxo”, define.
Aquelas que encontram uma forma estruturada de usar cloud, no entanto, registram uma série de melhorias. Sena destaca que o estudo identifica cinco estágios de maturidade da nuvem: ad hoc, oportunista, repetível, gerenciada e otimizada e que empresas que aumentam sua maturidade de nuvem do nível mais baixo para o mais alto podem obter salto de 10,4% na receita, redução de 77% nos custos da TI, 99% de diminuição no tempo de prestação de serviços e 72% a mais de capacidade da área de TI em atender níveis de serviços (SLAs).
Em relação aos países, o estudo mostra que os Estados Unidos são os mais maduros em relação ao uso, com 34%. Em seguida está a América Latina com 29% e o Reino Unido com 27%.
Sena conta que para ajudar organizações a identificarem o nível de maturidade no uso de cloud, a Cisco desenvolveu um site com 14 perguntas que, ao final, promovem uma comparação da companhia em relação a outros negócios da mesma indústria, companhias de mesmo porte e localização.
Melhorias
Sobre os benefícios econômicos identificados nas empresas que adotaram nuvens mais maduras, as companhias obtiveram, em média, US$ 1,6 milhão em receitas adicionais por aplicação implementada em nuvem privada ou pública. Essas empresas também registraram redução de custos de US$ 1,2 milhão por aplicação baseado na nuvem.
Os aumentos de receita resultaram, em grande parte, das vendas de novos produtos e serviços, aquisição de novos clientes ou expansão das vendas para novos mercados, mostra o levantamento. As empresas atribuíram os ganhos de receita à transferência de recursos de TI – de atividades tradicionais de manutenção de TI para iniciativas novas, mais estratégicas e inovadoras.
Em termos de indústria, o setor de manufatura tem a maior porcentagem de empresas em um dos níveis de adoção de nuvem (com 33%), seguido das áreas de TI (30%), finanças (29%) e saúde (28%).
Os níveis mais baixos de adoção registrados, na classificação por setor, foram governo/educação e serviços profissionais (22% cada) e varejo/atacado (20%). Ainda na classificação por indústria, os setores de serviços profissionais, tecnologia, transporte, telecomunicações e de utilidades esperam maior impacto sobre seus indicadores-chave de desempenho (KPIs).
