EMC foca flash e redução de custo com nova linha de storage

Que empresa não tem problemas para fazer uma boa gestão de dados? Difícil encontrar uma que não enfrente esse desafio e não importa o porte da companhia. Somado à questão estratégica estão arquitetura, custo, necessidade de análise em tempo e a velha máxima do “fácil de usar”. De olho nesse movimento, as fabricantes, de forma geral, têm investido forte em modelos de venda, serviços agregados e softwares embarcados que garantem mais inteligência ao hardware. Esse é o caso também da EMC, que acaba de anunciar uma renovação em seu portfólio de storage, onde o grande foco está na otimização da torre para a memória flash, garantindo mais velocidade, algo exigido por clientes dos mais diversos tipos de negócios.
A principal mudança na linha VNX, voltada para companhias de médio porte, está na unificação de diversas funcionalidades para reduzir a complexidade na gestão dessa estrutura de dados, como o fato de trazer um bloco de deduplicação de dados embarcado, o que, talvez, seja um dos maiores benefícios do produto. Companhias que lidam com grande número de máquinas virtuais, além de desktops virtualizados e outros ambientes com redundância de dados vindo de múltiplas fontes, precisam trabalhar de forma adequada a deduplicação. Um processo, entretanto, nem sempre fácil e barato que a EMC promete resolver a partir de agora.
Como explicou Rich Napolitano, presidente da divisão de storage da fabricante, a renovação da linha permitiu baixar o preço fixo por IOPS e também por gigabyte armazenado. “Melhoramos preço e reduzimos a complexidade”, pontuou, ao falar para clientes e jornalistas em um evento realizado na cidade de Milão, na Itália, realizado apenas para a apresentação da nova linha de produtos da companhia. “Os produtos estão otimizados para flash e veem com processadores multicore. Focamos simplicidade, eficiência, entrega de valor para as aplicações e com alto nível de proteção.”
Napolitano frisou que, em geral, apenas 5% de memória flash é o suficiente para melhorar o desempenho de aplicações virtualizadas, mas que, ainda assim, se o cliente quiser, ele pode partir para uma estratégia 100% flash, até porque, o preço desse tipo de memória tem caído e propiciado mais projetos do tipo.
O desempenho do produto também está relacionado ao software EMC MCx, que permite otimizar o poder multicore dos processadores, desencadear a velocidade da memória flash e acelerar aplicações virtuais e o desempenho de arquivos, garantindo velocidade até quatro vezes superior que a linha anterior.
As novas torres, vem com capacidade, por exemplo, para entregar mais de seis mil máquinas virtuais e com velocidade que atinge 30 gigabytes de transações por segundo. Pelos cálculos da EMC, toda essa eficiência operacional, propiciada pelo conjunto de tecnologias embarcado, permite uma redução de custo da ordem de 68%. Em uma simulação durante o anúncio, o valor gasto por máquina virtual cairia de US$ 355 para US$ 115. “A tecnologia multicore permitiu consolidar mais aplicações e partir para um mundo virtualizado e automatizado, facilitando a gestão”, explicou.
À parte da tecnologia de deduplicação e da força de processamento que acompanha chips Intel, as torres trazem inteligência que permitem priorizar os acessos aos dados conforme periodicidade do uso das informações, tudo de forma dinâmica, algo essencial para ambientes com muitas aplicações, onde o fazer manual amplia custo, aumenta complexidade e o desperdiço de tempo.
*O jornalista viajou a Milão a convite da EMC
