?É um grande passo?, sintetiza presidente da Assespro sobre Brasil Maior

?Não é algo que resolve toda a questão estratégica para a indústria brasileira de TI, mas é um grande passo?. A frase de Luís Mário Luchetta, presidente da Assespro Nacional (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação), sintetiza um sentimento de entidades setoriais após a inclusão de software no Brasil Maior, nova política industrial lançada pela presidente Dilma Rousseff no início de agosto.
O projeto, válido até 2014, dará desoneração da folha de pagamento para alguns setores específicos da indústria, entre eles a substituição de 20% do INSS por 2,5% do faturamento às empresas de software.
Para Luchetta, o movimento mostra que o governo dá indícios de compreender a importância da indústria de tecnologia da informação e comunicação, abrindo diálogo com a sociedade, entidades setoriais e o empresariado.
Algumas vertentes de empresas que atuam nesse mercado ? principalmente aquelas que atuam mais fortemente com representação e licenciamento de sistemas ?, contudo, sairiam prejudicadas pela medida.
Para aparar arestas que restaram, entidades representativas do setor estudam medidas e propostas de emenda para melhoria do texto. ?Temos uma reunião oficial para sacramentar nossas proposições marcada para os próximos dias?, situa, sinalizando que a ideia é que o programa do governo já saia com características que blindem todos dessa indústria.
Enquanto isso, a Assespro divulgou uma tabela para ajudar empresários que atuam no ramo de software a ver como fica sua situação com a questão do plano Brasil Maior. Clicando na imagem ao lado você poderá ver um comparativo entre Receita X Folha de Pagamento X INSS.
A íntegra da conversa com Luís Mário Luchetta você poderá ler na seção CRN Brasil Entrevista, da edição 333 da revista impressa.
