E-procurement: gastos menores com compras improdutivas

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9:46 pm - 23 de maio de 2011

O objetivo do e-procurement é reduzir os custos das compras rotineiras de materiais que são importantes para o funcionamento da organização, mas que não estão intimamente relacionados com os produtos e serviços oferecidos pela companhia em seu mercado.

Segundo especialistas em implementação de sistemas de e-procurement, é possível reduzir a quantidade de ações que envolvem um processo de compra entre 70% e 80%, com a adoção da tecnologia. Em termos de custos, a queda fica entre 5% e 15%.

O coordenador de projetos de e-procurement da Stefanini Consultoria, Sebastião Martins, diz que não são todos os benefícios que podem ser medidos de maneira objetiva, mas estes tornam-se representativos para as corporações que empregam a tecnologia. “Com a economia de tempo, o responsável pelo departamento de compras poderá pesquisar fornecedores e descobrir melhores preços, por exemplo”, afirma.

A fabricante sueca de eletrodomésticos Electrolux, que teve um faturamento global de US$ 14,05 bilhões no ano passado, decidiu adotar uma solução de e-procurement para reduzir os custos com as chamadas compras improdutivas no Brasil.

A companhia já atingiu a meta de economizar perto de 50% nas operações, segundo a gerente de e-business, Márcia Correia Primeau. “Atualmente, 80% do material indireto já é adquirido pelo SmartBuy (nome dado à ferramenta de e-procurement da Electrolux)”, afirma Márcia.

A Rhodia é outro case de sucesso com a adoção do e-procurement. A empresa tem um índice entre 10% e 20% de realização de compras de materiais improdutivos por meios eletrônicos e aposta no crescimento desse número. “Em cinco anos, de 50% a 60% das transações utilizarão ferramentas eletrônicas”, diz o consultor de administração de materiais da empresa, José Arnaldo D´Aurea.

Em compras gerais, segundo D´Aurea, os gastos chegam a US$ 50 milhões por ano, no Brasil, relativos às contratações de serviços, assistência médica, seguros, recursos de tecnologia da informação, mídia, entre outros. “Antes da adoção do sistema, contávamos com meia dúzia de fornecedores e, hoje, podemos ter dezenas deles para cada item de compra e obter mais vantagens”, destaca.

As empresas de tecnologia que provaram do próprio remédio também aprovaram a receita. A Cisco é um exemplo disso. A companhia decidiu adotar uma solução de e-procurement quando o mercado ainda não dispunha de nenhuma ferramenta pronta para esse fim. “Tivemos de desenvolver a solução dentro de casa, apesar de preferirmos sempre procurar ferramentas que já existem no mercado”, explica o gerente de desenvolvimento da companhia, Maurício Russo.

O executivo disse que a companhia gastava US$ 76 em média para realizar uma transação de compra. “O custo caiu para US$ 37 quando realizado via e-procurement”, completa.

Os procedimentos adotados por estas empresas são um exemplo da possível redução de custo com a adoção da tecnologia. Até onde isso pode ir é uma questão de colocar em prática e saber usar bem o que as ferramentas de e-procurement oferecem.

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