Dois gabinetes topo de linha

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3:49 pm - 03 de setembro de 2012

Sempre que visito uma grande feira internacional de informática, como a COMPUTEX, um dos itens que mais me impressionam são os gabinetes. A variedade de formas e cores só é limitada pela criatividade dos projetistas e pela imaginação dos aficionados por jogos, que se intitulam “gameiros” e cujo amor pela originalidade e irreverência não tem limites. Em todas as minhas resenhas das edições da feira costumo dedicar pelo menos um tópico para comentar gabinetes. O da última está na coluna “Resenha da Computex 2012 ? III“, onde aparecem dois gabinetes bastante notáveis pelo formato pouco convencional. Como pouco convencionais são os gabinetes Cougar mostrados na Figura 1.

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Mas um gabinete não deve merecer destaque apenas por seu aspecto ou suas características estéticas. Pois, ao contrário do que muita gente pensa, o gabinete não é apenas uma caixa destinada a conter os componentes internos do computador.

Para começar, há a questão do arrefecimento. Componentes esquentam e, particularmente nas máquinas de alto desempenho, como as destinadas a jogos, esquentam muito. E o calor deve ser removido rápida e eficientemente, sob pena de provocar danos irreversíveis nos circuitos mais sensíveis ? ou, quando não, de reduzir significativamente sua vida útil.

Achou a coisa um tanto contraditória? Sim, pois aparentemente enclausurar um computador em um gabinete para depois se preocupar com a remoção do calor de seu interior parece paradoxal. Afinal, por que não deixar os circuitos expostos e permitir que a energia térmica se dissipe livremente na atmosfera?

Bem, de fato este raciocínio vale para os gabinetes mais simples, que em geral não passam de uma caixa metálica para proteger os componentes. Mas gabinetes de alto desempenho são muito mais que isto. Para remover o calor eficientemente, são equipados com um conjunto de ventoinhas, algumas com velocidade variável controlada pelo usuário, cuja ação conjunta suga o ar para o interior do compartimento, dirige-o para as regiões onde há maior geração de calor, como o local onde se situa a unidade central de processamento, e depois o remove rapidamente de dentro do gabinete, fazendo com que a energia térmica gerada pelos componentes seja dissipada de forma muito mais eficiente do que seria caso o sistema permanecesse aberto.

Depois, há a questão do ruído. Gabinetes de baixa qualidade são barulhentos. É fato que o ruído que emitem nem sempre é excessivamente alto, mas é permanente. E trabalhar nestas condições por vezes provoca uma sensação de mal estar cuja causa é difícil de identificar. Por isto gabinetes de boa qualidade vêm equipados com ventoinhas montadas sobre rolamentos (em vez dos simples mancais das ventoinhas de qualidade inferior) e geram um ruído quase imperceptível.

Finalmente, há os pequenos detalhes que fazem diferença. Gabinetes de alta qualidade não apenas podem ser abertos com facilidade, sem o uso de qualquer ferramenta, como possibilitam fácil acesso aos componentes em seu interior, acomodam os cabos internos em compartimentos ou canaletas, facilitam a troca ou adição de dispositivos periféricos ou de armazenamento, enfim, tornam a vida do usuário mais fácil.

E, por último mas não menos importante, há a questão da estética. Pois, sendo o gabinete justamente aquilo que mais chama a atenção quando se olha para um computador, sua aparência é fundamental. E aí entra a questão do gosto pessoal: há quem ache mais bonitos os gabinetes chamativos, coloridos, com formato pouco convencional e há quem os prefira sóbrios, menos vistosos mas nem por isto menos bonitos.

Como eu disse, um dos itens que mais chamam minha atenção quando visito feiras internacionais de informática são os gabinetes. Mas raramente consigo testá-los. Isto porque, do ponto de vista do transporte, gabinetes são aquilo que se pode classificar como “trambolho”. E trazer um bicho daqueles de Taiwan até o Brasil não é tarefa fácil.

Pois bem: agora a Cougar, uma empresa alemã e das mais conhecidas fabricantes de gabinetes para “gameiros”, me acena com a possibilidade de testar um deles. Que espero receber em breve. Será um dentre os dois modelos que discutiremos brevemente adiante. Falarei mais sobre ele depois que montar uma máquina em seu interior para testes, o que ainda deve demorar algum tempo até que eu o receba e possa dispor do tempo necessário para a montagem. Mas antes disto vejamos muito sucintamente suas características.

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