Do e-business às cavernas

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11:10 pm - 23 de maio de 2011

Giannini, 31 anos, ainda cursava Ciências da Computação, na PUC-SP,quando seus amigos o convidavam para aventuras na região do PETAR. “Nunca fui, quando estudante. Apenas há sete anos entrei numa caverna pela primeira vez”, conta.

Segundo Giannini, há dois tipos básicos de reação quando uma pessoa entra numa caverna: “Ou se apaixona de primeira ou tem alguma variação de ódio, porque dorme em lugar feio, come mal e fica a maior parte do tempo em lugares escuros e úmidos”. Com ele, claro, o encanto da descoberta foi maior.

Para chegar ao PETAR, são cerca de 330 quilômetros de percurso a partir de sua casa na capital paulista. Segundo o executivo, é preciso ter um bom preparo físico para enfrentar as dificuldades do caminho: longas caminhadas, terrenos escorregadios e força para se segurar nas cordas.

Mas Giannini não é o único da área de tecnologia a optar pelo contraste com o mundo moderno nas horas vagas. Em seu grupo, amaioria das pessoas trabalha no setor de informática. “Na volta, o cansaço é grande, mas a gente está relaxado graças ao contato com a natureza e a aventura”, ressalta.

Normalmente, Giannini e sua esposa, Valéria, unem-se a grupos de seis a oito pessoas nas aventuras perto da fronteira de São Paulo com o Paraná. “São 250 cavernas catalogadas, num dos mais importantes sítios do mundo”, empolga-se Giannini. Ele reforça, ainda, a grande integração entre os componentes do grupo de exploração. “Todo mundo cuida um do outro. Nunca tivemos um acidente grave”.

Aventurar-se pelas cavernas durante um fim-de-semana custa cerca de R$ 100,00 por casal, valor que inclui hospedagem e gasolina. “Vamos com o carro lotado de pessoas”.

Alguns apetrechos são necessários. Para os estreantes, que vão experimentar se gostam ou não da aventura, a sugestão de Giannini é comprar um capacete (R$ 3,00) e uma lanterna à prova d´água (R$ 40,00).

Já os admiradores da exploração de cavernas – que já sabem disso – podem investir num equipamento de melhor qualidade. “Ao todo, são uns R$ 300,00, incluindo capacete com carbureteira, que ilumina muito mais que uma lanterna”, explica Giannini. Há outros acessórios para facilitar a locomoção, como corda (20 metros, por R$ 150) e botas especiais (R$ 150,00 a R$ 180,00).

Para estender o clima de integração entre as pessoas fora das cavernas, Giannini também é conhecido pelas pizzas que faz junto com amigos, desde a preparação da massa até o recheio.

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