Deal Group quer evoluir de consultoria a integrador full provider de negócios

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9:00 am - 18 de março de 2014

Fabio Hayashi foi chamado de louco já algumas vezes em sua vida. A primeira foi quando, na década de 1990, largou o emprego em uma multinacional para se tornar autônomo. A segunda vez foi quando, um tempo depois, decidiu abrir sua empresa no mesmo ano de seu casamento. A terceira vez foi entre o fim do ano passado e o início de 2013, quando decidiu comprar uma consultoria de SAP para ampliar o portfólio da Deal Group, provedora de serviços especializada em TI. O negócio não deu certo, mas ousadia (e uma dose de loucura)  é algo necessário a um empreendedor brasileiro que quer transformar seu negócio, que deve faturar 60 milhões de reais neste ano, em uma companhia do porte de uma IBM, Accenture e Tata.

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?Excesso de autoconfiança acaba sendo uma arrogância?, contou Hayashi em entrevista à CRN Brasil. A companhia passa por um intenso processo de crescimento, com foco em entrar em mercados onde atualmente não tem atuação. O objetivo principal é passar de uma consultoria a um grande integrador de negócios, e, para isso, aposta em iniciativas orgânicas e inorgânicas de ampliação. Ano passado, por exemplo,a  meta era obter 45 milhões de reais em faturamento, mas o desaquecimento do mercado acabou por atrapalhar o prognóstico.  No final das contas, o resultado ficou em 42 milhões de reais, o que faz com que a previsão de 60 milhões para 2013 represente um crescimento de 50% na base de um ano.

Sobre o negócio que não deu certo, Hayashi foi sincero. Era uma consultoria de SAP que tinha cerca de 90 consultores e 15 milhões de reais em faturamento. A empresa passava por problemas financeiros, mas se configurava em um negócio importante e com uma carteira de clientes interessante. O board da Del Group aconselhou que a decisão não fosse tomada,não pela operação em si, mas porque o processo foi muito rápido e os envolvidos na consultoria não eram conhecidos.

Hayashi bateu o pé porque via diversas oportunidades com o projeto. Um  acordo foi assinado e o processo de finalização da compra se daria em três meses. Neste meio tempo, a Deal Group colocou todas as contas, conforme relata o empreendedor, no azul. Pagou os funcionários e trouxe  processos a um ambiente onde não havia muitas regras. Ao final do período, a consultoria não aceitou a finalização da compra.

?Perdi um bom dinheiro, mas estamos na justiça. Isso me serviu de lição?, contou. De qualquer forma, a ideia é continuar com aquisições ao longo do ano. O executivo prefere não estabelecer metas, mas aproveitar oportunidades.

Outra novidade da companhia é o início das operações nos Estados Unidos, ainda neste ano. O processo foi criado por conta de oportunidade, com a mudança de um profissional da empresa para o país. As operações estão em Miami e ainda muito no início. ?Não tenho mais preocupação de obter novos clientes. Quero aumentar a oferta da Deal para eles?, finalizou, informando que a companhia tem entre 60 e 70 grandes clientes em sua carteira.

O caminho ao porte de empresas bilionárias e centenárias é grande. Mas Hayashi sabe que é preciso começar de algum lugar.

Saiba mais:

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