De onde vêm os cientistas de dados?

Está atrás de cientistas de dados habilidosos? Não descarte a Bielorrússia e a Ucrânia da sua lista de busca. ?Contratamos pessoas e temos parceiros fazendo pesquisas nesses países?, explica o CEO da Clarabridge, empresa de soluções para aprimorar a experiência do usuário , Sid Banerjee.
O que faz com que o talento para a ciência de dados é maior em alguns lugares e não em outros? Executivos de tecnologia experientes tem diversos palpites sobre o assunto.
?Tive conversas com alguns conhecidos da Ucrânia e a teoria deles é de que o talento tecnológico do antigo bloco soviético se deve aos programas militares?, diz Banerjee. As escolas nesses países ensinam ciências avançadas e conceitos de engenharia, mas esses trabalhos estão em baixa, então essas pessoas sem voltam para os problemas comerciais da nova geração?.
Empresas de tecnologia têm procurado talentos por todo o mundo durante anos, atesta o co-fundador e presidente executivo da comScore, Gian Fulgoni. Ele foi um dos palestrantes no evento Práticas de Análise, organizado pelo grupo de gerenciamento operacional e pesquisa Informs.
Como os salários dos profissionais de dados têm aumentado em lugares reconhecidos como exportar a mão de obra de TI, como a Índia, as empresas estão procurando em outros locais, como o leste europeu e no oriente, conta Fulgoni. ?E a procura pode voltar aos Estados Unidos?, adiciona.
Esqueça a comparação entre países e culturas, existem diferenças sutis entre universidades da mesma cidade, aponta o codiretor de análises avançadas do Halverson Group, Ken Chew, o que ajuda marcas globais a desenhar estratégias usando ciência comportamental e análises. ?Uma universidade de Chicago é conhecida pelos seus método quantitativos, a outra pelos qualitativos?, exemplifica.
Separadamente, Chew pergunta se habilidades em ciência de dados, tão procurada por empresas de todos os segmentos, são transferíveis entre empresas. ?Um cientista que trabalha com, vamos dizer, bens de consumo, pode se dar bem no caso de ir para uma empresas de automóveis??.
Um diretor do programa de big data da IBM, Tom Deustch, expressa o sentimento de que os centros de excelência de dados crescem perto de universidades que possuem programas mundialmente reconhecido de ciências da computação e mestrado em TI.
Respondendo a uma pergunta feita pelo LinkedIn, Deutsch diz que escolas agem como ímãs para pessoas, e que elas criam empresas nas imediações. As startups, por sua vez, usam os centros de ensino para buscar talentos e fazer pesquisas.
Independentemente do país de origem do analista, treinamento apropriado é essencial, pontua o diretor executivo do Instituto de Análises Avançadas e professor da Universidade do Estado da Carolina do Norte, Michael Rappa. O instituto, que criou em 2007 o primeiro mestrado em ciências de análise (MSA, na sigla em inglês), forma por volta de 80 alunos ao ano.
Embora atualmente existam cerca de 24 programas de mestrado focados em suprir as necessidades urgentes de big data e talento analítico, ainda há uma carência. ?As ferramentas avançam de forma espetacular, e os dados estão por toda parte, mas existe o problema da falta de pessoas capacitadas para trabalhar com eles, completa Rappa.
