Consumo de dados deve crescer 50 vezes até 2020, diz SAS

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5:14 pm - 28 de março de 2012

O consumo de dados armazenados pelas corporações deve crescer 50 vezes até 2020, chegando a 44 zettabytes. A estimativa foi divulgada recentemente pelo SAS ? fornecedor de soluções e serviços de inteligência artificial ?, que ainda revelou que a quantidade de informações consumidas em âmbito global dobra a cada dois anos.

Para aproveitar essa onda de oportunidades neste novo conceito de explosão de dados, chamado de fenômeno Big Data, a companhia criou soluções que usam características muito específicas de equipamento de hardware, como o MPP (Massive Parallel Process) e o Sharing Nothing, para fazer o processo de modelagem estatística acontecer em memória dentro de um banco de dados, explicou Marcos Pichatelli, gerente de pré-vendas da empresa.

Pichatelli aponta que a empresa aposta na diminuição no tempo de análise de dados ao inverter o processo e levar suas soluções para seus clientes, em vez de trazer os dados para serem analisados no SAS. ?O que o High Performance Analytics faz é usar essas capacidades de tecnologias que estão disponíveis para fazer essa transição: trazer a fórmula para perto do dado, em vez de levar o dado para perto da fórmula.?

Porém, Bob Messier, diretor sênior de Business Analytics do SAS, aponta que o conceito de Big Data muda de empresa para empresa. ?Agora vemos consumidores no patamar de alguns petabytes ? nem todos. Se você tiver capacidade de, por exemplo, dez terabytes, você pode acreditar que você tem Big Data, mas isso, comparado com grandes bancos, não é muito dado. Algumas de nossas maiores clientes já estão no patamar de alguns bons petabytes de consumo”, revela.

A companhia, que tem como principais clientes bancos, empresas de telecomunicações e governos, já possui clientes que consomem alguns petabytes de dados e acredita que em dois anos o consumo irá para além dessa marca.

Previsões da IBM acompanham o cenário apontado pelo SAS. Segundo a companhia, 2012 será marcado pela explosão do mercado de análise de Big Data ? que leva em consideração dados armazenados pela própria companhia e aqueles relevantes que estão na internet como um todo ? no Brasil e no mundo. No final do ano passado, a companhia lançou uma pesquisa em que apontava que até 2020, o volume de dados no Big Data aumentará 44 vezes.

 

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