Confusão de backup: pesquisa mostra que dados estão em risco

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6:46 pm - 30 de julho de 2013

Executivos que responderam à pesquisa da InformationWeek EUA sobre tecnologias de backup lutam para evoluir as arquiteturas de TI sem deixar a segurança e as demandas de negócios de lado. Enquanto a porcentagem de empresas que realizam testes de restauração pelo menos uma vez ao ano subiu de 38%, em janeiro de 2011, para 44% em 2013, a outra metade só faz o procedimento esporadicamente. Administradores muitas vezes excluem alguns sistemas não só do backup noturno, como também do mensal, e são displicentes quanto a fazer cópias de segurança dos sistemas das filiais. Ainda assim, 84% estão muito satisfeitos com os sistemas de segurança.

Dentre os 502 entrevistados, 73% utilizam o mesmo sistema de backup para servidores físicos e virtuais, uma queda de 6% de acordo com a pesquisa anterior, indicando um aumento na adoção de sistemas específicos para máquinas virtuais. Outros dados apontam que 66% fazem as cópias diretamente em fita, apesar de o uso ser limitado para 33%. A má notícia fica na constatação dos 39% que não criptografam os dados. O lado bom é a queda de 17% se compararmos com a última pesquisa. A análise também revela que menos da metade realiza a restauração completa dos sistemas e somente 27% realmente confiam na volta do sistema em um tempo razoável em caso de um grande desastre atingir o data center principal.

Também perguntamos sobre o backup semanal dos servidores e vimos que os entrevistados são ótimos em proteger seus sistemas físicos – 80% fazem o backup semanal de 80% de suas máquinas. O mesmo não acontece com as virtuais, apesar do fato de a maioria das organizações utilizarem a virtualização de suas workloads. Nossa última pesquisa sobre o assunto mostra que apenas 4% das empresas não têm planos de virtualizar seus servidores, e 69% até utilizam desktops virtualizados.

Para aproximadamente a metade das pessoas que responderam à pesquisa, os servidores que não passam por backup semanalmente são os que contêm apenas dados estáticos ou de teste e a área de TI possui cópias deles em outros locais. Outros colocam os negócios em risco, pois alguns atestam que arquivos replicados em outros locais ou guardados em sistemas de alta disponibilidade estão suficientemente seguros. Mesmo que seus dados estejam guardados em diversos discos, ou em sistemas em diferentes localidades. Vale lembrar que se um funcionário distraído fizer alguma alteração indevida, dê adeus a todas as cópias.

Mais surpreendente é 14% dos entrevistados afirmar que “fazer o backup do servidor é muito difícil” (um aumento de 4%); ou “a aplicação não nos pediu para fazer backup” (de 12% para 9%). Não é nenhuma ciência espacial, algumas aplicações são capazes de rastrear na rede novos servidores. Considere adotar essas ferramentas e criar um sistema de proteção padrão para as novas máquinas

Além disso, as pessoas responsáveis pelo suporte dos sistemas remotos, quando questionadas sobre o backup nesses locais, 43% simplesmente diz que não faz, um número 2% maior em relação à pesquisa passada. E 22% ainda usam drives distribuídos, o que é tão ruim quanto.

“Sabemos da necessidade, mas no máximo conseguimos fazer o backup trimestralmente, e geralmente só nos servidores mais importantes”, diz um dos entrevistados. “Qualquer comando errado, falha no sistema ou aplicação, desastre natural, ou invasão podem acarretar o fim de tudo. Estamos em uma corda bamba, com um macaco em nossas costas e durante uma ventania”.

Hoje a área de TI pode escolher um entre vários métodos para proteger suas filiais remotamente. As melhores opções tiram proveito dos baixos custos das conexões de banda larga e da segurança da VPNs. Considere configurar redundâncias dos sistemas remotos ou contratar um serviço de armazenamento na nuvem é a recomendação de especialistas após os dados do estudo.

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