Computação in-memory mexerá com as estruturas dos ERPs

O mundo fala em nuvem e big data. No meio dessas duas buzzwords surge uma inclinação das empresas para unir ambos universos como forma de garantir mais agilidade na extração de inteligência de massas de dados desestruturados. Grandes fornecedores prepararam terreno para acelerar a adoção de suas ferramentas baseadas nas tecnologias in-memory.
No primeiro momento, não há uma inclinação à adoção em massa por parte dos usuários, mas ?os fornecedores apostam no conceito e a consequência disso é surgimento de novos casos?, define o analista sênior de software da IDC, Carlos Eduardo Calegari.
O mundo passa por um momento de explosão no volume de informações, que dobram ano a ano. O grande desafio no passado era armazenar essa massa dispersa e não estruturada, mas tal premissa não é mais verdadeira. O dilema agora é tornar esses dados úteis. A computação in-memory surge para dar capacidade de análise em tempo mais curto com recursos ?bufferizados?.
A SAP ataca nessa frente com o Hana; a Oracle segue um caminho parecido com o Exadata (mais especificamente, com o Exalytics); enquanto a IBM alinha sua estratégia de inteligência analítica nesse sentido, entre outras aquisições, com a chegada da Netezza.
Tirando a Big Blue, com uma inclinação mais pura na direção de BI, o esforço dos outros fornecedores citados miraram na mesma frente e, por tabela, acertaram também em sistemas mais transacionais (como softwares integrados de gestão empresarial) dentro de seus portfólios para tecnologias in-memory.
O Gartner, outro instituto de pesquisa que mapeia o mercado de tecnologia, aponta, por exemplo, que a SAP utilizará o conceito e se prepara para fazer algumas mudanças importantes e tornar-se mais competitiva, defendendo que o Hana representa uma próxima geração na arquitetura da fabricante, sinônimo de ERP.
