Como ingressar na carreira mobile

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10:58 am - 16 de julho de 2013

Basta observar rapidamente qualquer ambiente de trabalho e encontraremos imediatamente algum funcionário com seu dispositivo móvel em mãos. Esses equipamentos entraram com toda força no mundo corporativo, importando os aplicativos do mundo dos games e das redes sociais com o propósito de trazer mais praticidade e velocidade na realização de tarefas, melhorando processos e reduzindo custos.

Mesmo sendo uma profissão recente, a demanda por desenvolvedores de aplicativos móveis no mercado é grande. A faixa salarial de um desenvolvedor de aplicativo hoje gira em torno 3,5 a 10 mil reais, no entanto, as empresas encontram dificuldade em encontrar profissionais especializados e qualificados. Se você pensa em ingressar nesta área promissora, confira algumas dicas e informações indispensáveis fornecidas por Lucas Longo, CEO do iai? (Instituto de Arte Interativas):

– Oportunidades: O mundo móvel oferece enormes oportunidades para programadores aprenderem a desenvolver aplicativos e lançá-los nas lojas, mas não é só isso. ?Muitas empresas estão buscando profissionais como desenvolvedores, gerente de projetos, controle de qualidade, designers e vendas que conhecem as especificidades dessas plataformas. Assim, não basta fazer um web site da empresa, esse profissional vai precisar saber aplicação correta para a mobilidade e saber quais as diferenças entre os sistemas operacionais e as reais necessidades dos usuários?.

– Perfil: Além de dominar o inglês, já que a maioria dos fóruns e outros conteúdos sobre aplicativos estão disponíveis nessa língua, o desenvolvedor precisa ser autodidata e curioso. ?A plataforma móvel está em constante mudança e a cada três meses surgem coisas novas. Gostar de aprender e pesquisar precisa ser inerente ao programador. Ele também tem que ser multidisciplinar. Não basta apenas saber programar para iPhone, por exemplo. O profissional precisa saber fazer a integração com o banco de dados que está por trás da interface?, completa Lucas Longo.

– Conhecimentos específicos: Para quem deseja se especializar na área é indispensável ter uma boa base em linguagem de programação C, Java, conhecimento sólido em orientação a objetos  e web services (comunicação entre banco de dados e aplicativo), afirma Lucas Longo.

– Entender o negócio: O especialista também realça a importância de conhecer as necessidades de cada cliente. ?Traduzir um site para o aplicativo não funciona, por isso o desenvolvedor tem que compreender o contexto de uso do aplicativo e saber quais informações são relevantes para serem disponibilizadas na plataforma móvel?. A sacada está em compreender o app como ferramenta capaz de trazer rentabilidade, eficiência e novas fontes de renda para as companhias e, para isso, o desenvolvedor deve realizar um estudo para buscar maneiras de ajudar o cliente a crescer, fazendo com que este enxergue valor na plataforma.

– Áreas promissoras: Apostar em jogos indie e redes sociais apresentam grandes chances de sucesso para quem quer empreender e criar seu próprio aplicativo. Já no mundo corporativo, o investimento em plataformas móveis está muito ligado à maturidade de cada cliente, afirma Lucas Longo. ?Talvez o setor de TI e o de saúde sejam duas verticais com grande potencial, por já terem uma cultura de investir em tecnologia. Mesmo assim, tenho visto setores como agrícola, metalúrgico, transporte e conteúdo buscando aplicativos para melhorar seus processos. Na web o setor de conteúdo está muito vinculado a gratuidade, mas no mobile já existe uma cultura reversa onde se paga por este conteúdo?, pontua. Segundo ele, a maturidade da TI de cada companhia de investir em mobilidade e tecnologia e construir uma estrutura por trás do aplicativo, como um banco de dados, é o que vai possibilitar extrair maior proveito do mundo mobile.

 

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