Como e porque mudou o Windows Explorer 8

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8:11 am - 17 de setembro de 2012

A versão final de Windows 8 já está disponível para os fabricantes de máquinas (“OEM”, ou “original equipment manufacturers“) e para os assinantes da MSDN. E eu já a estou usando em uma de minhas máquinas. E como dentro de pouco mais de um mês ela estará disponível no mercado (a MS anunciou oficialmente o lançamento para 26 de outubro próximo), já está em tempo de começar a discutir algumas de suas características.

A interface do sistema com o usuário mudou e, apesar da celeuma levantada pelo desaparecimento do botão “Iniciar”, não mudou tanto quanto a discussão em torno do tema faz parecer. É verdade que o botão “Iniciar” de fato sumiu, mas sua funcionalidade permaneceu intocada, ou seja, tudo continua por lá, apenas em lugares diferentes. O problema é que poucas coisas irritam mais os usuários do que mudanças de lugar ainda que a mudança tenha uma razão para justificá-la e, por estranho que pareça, ainda que tenha sido para melhor.

Note que não estou necessariamente afirmando que todas as mudanças ocorridas em Windows 8 foram para melhor, estou apenas dizendo que reagir a mudanças é uma atitude comum. Tão comum que originou um adjetivo: “reacionário”. Que acabou ganhando um cunho político mas que, ao que me parece, faz parte da natureza humana. Ou pelo menos da natureza da imensa maioria da humanidade, que costuma afirmar que não se deve “mexer em time que está ganhando” ou “mudar o que está funcionando”. É claro que, seguindo escrupulosamente este raciocínio, ainda estaríamos usando o DOS e operando nossos micros com uma interface tipo linha de comando, que nos velhos tempos do XT funcionava perfeitamente. Pois, se bem me lembro, quando apareceram as interfaces gráficas houve um bando de gente reclamando daquelas “figurinhas” e achando que aquele negócio “não iria pegar”. Mas pegou e não creio que quem naquela época reclamou da mudança esteja hoje disposto a retornar à interface tipo linha de comando. Assim é a vida.

Mas vamos ao que interessa: Windows 8 e suas novidades. Que não se limitaram às mudanças na Interface. Por exemplo: os que leram a coluna “Windows 8 em mais de um monitor” publicada aqui mesmo há poucas semanas sabem que uma destas novidades é um suporte soberbo ao uso de monitores múltiplos na mesma máquina. E há outras, muitas outras. Como por exemplo o Windows Explorer, que não apenas está com a “cara” diferente como também ganhou algumas funcionalidades.

A mudança de cara, ou seja, da interface com o usuário, consistiu no emprego da chamada “Faixa de Opções” (que a MS batizou, em inglês, de “Ribbon“), aquela barra larga repleta de ícones agrupados que aparece no topo da janela do programa como se fosse (na verdade, é) uma grande barra de ferramentas e que pode ser vista na Figura 1.

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