Com phablet, Apple poderia promover disrupção no mercado, diz pesquisa

Anteriormente criticados pelo tamanho, os phablets agora são destaque entre os devices. O sucesso das séries Galaxy Note da Samsung – com dezenas de milhões de unidades vendidas – consolidou a posição do phablet no mercado. A categoria, que representa uma mescla entre tablet e smartphone por suas capacidades e tamanho, já possui uma diversidade de modelos de muitos fabricantes de hardware. A Juniper Research estima que o embarque desses dispositivos no mundo irá ultrapassar 120 milhões de unidades até 2018, com liderança na adoção pelos mercados orientais.
Em novo estudo, a companhia avaliou os phablets como uma área de crescimento para as fabricantes de smartphones estabelecidos. Em particular, companhias como Samsung, LG, Sony, entre outras, podem desenvolvê-los dentro de sua economia de escala existente, aproveitando o poder de suas marcas. Mercados como Coreia e China devem ser os maiores compradores em números. A Samsung recentemente relatou o embarque de 10 milhões de unidades do phablet Galaxy Note 3 somente para a Coreia. Os games são particularmente populares nesse país, enquanto o streaming de vídeo é popular na China, e as telas maiores são preferidas em ambos os mercados.
A Juniper define por phablets os dispositivos que possuem telas de 5,6 polegadas ou mais. Isso incluiria o Samsung Galaxy Note 3 e Galaxy Mega, HTC One Max, Sony Xperia Z Ultra, LG G Pro e outros.
Companhias como a Samsung lideram o mercado de phablets topo de linha, mas ainda há muito espaço para outros concorrentes. Empresas como Alcatel, Intel e outras estão entrando na disputa com modelos de preços mais acessíveis, sem abrir mão da experiência da tela grande. Enquanto os grandes fabricantes verão sucesso global com grandes lançamentos na categoria, empresas menores têm boas chances de se consolidar em seus mercados de origem.
Por enquanto, Android e Windows Phone serão os sistemas operacionais dominantes entre esses dispositivos. O Android detém a maioria do mercado, mas a Nokia deu um grande salto ainda em 2013 com os phablets Lumia 1520 e 1320. A entrada sólida da Nokia e outros fornecedores do Windows podem abalar o cenário. No entanto, a Juniper afirma que a Apple pode promover uma disrupção nesse mercado. “Essa dinâmica pode modificar dramaticamente se os rumores sobre phablets da Apple se tornarem verdade”, indica a empresa de pesquisa.
A Apple limitou o tamanho da tela do iPhone para 3,5 ou 4 polegadas, esquivando-se da tendência de aparelhos grandes. O iPhone não compete com a maioria dos dispositivos carro-chefe de outras fabricantes em termos de tamanho de tela (a maioria tem aproximadamente 5 polegadas). A previsão sugere que a Apple irá lançar um iPhone maior do que os recentes modelos, mas isso ainda não aconteceu.
Independente de isso acontecer ou não, o público consumidor já começou a investir seu dinheiro em celulares de tela grande. Os phablets já são uma realidade.
