Com fim do Flash próximo, desenvolvedor deve migrar para HTML5

Desenvolvedores que ainda se valem da plataforma Flex para programarem aplicativos com plug-in do Flash devem repensar sua estratégia e aprender, o quanto antes, as funcionalidades presentes no HTML5. A opinião foi compartilhada por dois especialistas entrevistados pelo IT Web, que afirmaram: a decisão da Adobe em abandonar o Flash para aplicativos móveis será, em um prazo de dois anos, abrangida para desktops.
?Em um ano, será o tempo de amadurecimento do HTML5. Até este período, a tecnologia ganhará maturidade suficiente e os desenvolvedores precisam aprender a trabalhar nesse novo ambiente?, ponderou Fábio Nunes, diretor de Operações da Navita.
?O Flash para dispositivos moveis era mais uma aposta que uma realidade. A principal plataforma móvel, da Apple, não suportava. Outras suportavam, mas todas falavam em ir para ferramentas de padrões abertos com o HTML 5. Não foi surpresa para ninguém?, afirmou Eduardo Díaz, gerente de soluções móveis do Grupo Binário. Nunes completou afirmando que, apesar de sua experiência na área de aplicativos móveis, não conhece nenhum caso de app de sucesso baseado em Flash.
De fato, os números demonstram essa movimentação. De acordo com dados da Adobe, mais de três milhões de desenvolvedores usam a plataforma em suas programações. O Android Market, conforme a companhia, conta com mais de seis mil aplicativos móveis baseados no sistema ? dentre um universo que hoje é de 500 mil aplicativos. Por outro lado, cerca de 2,1 bilhões de dispositivos móveis terão browsers HTML 5 até 2016, apontou uma pesquisa realizada pela ABI Research. Em 2010, eram apenas 109 milhões.
Deixando o plug-in da Adobe para trás e falando do futuro do desenvolvimento móvel, a situação só tende a melhorar para o programador, conforme pontuaram os especialistas. ?Hoje, o mundo mobile tem a característica de que, ao desenvolver um app para iPhone, ele funcionará apenas em iPhone. Esse papel multiplataforma, de integração de todos os sistemas operacionais, vai ser possível com o HTML5. essa será a principal fortaleza para os desenvolvedores?, adicionou Nunes.
Díaz lembrou ainda que, até pouco tempo atrás, era comum haver uma versão dos sites para desktop e, outra, para ambiente móvel ? esta última mais restrita por conta da menor capacidade de processamento dos gadgets portáteis. Com os smartphones se tornando cada vez mais parrudos e os tables dispensando versões específicaste de aplicativos, mesmo suas telas sendo menores, o cenário mudou.
?O mercado vai tentar achar uma coerência na experiência do usuário para o site para desktop do que para móvel, pata que não haja essa duplicidade de conteúdo. Com o mercado de mobilidade atual ninguém pode se comprometer a trabalhar com uma ferramenta ou plataforma só. É uma diretriz investigar e tentar transportar os produtos para plataformas que sejam mais padronizadas?, adicionou
O executivo do Grupo Binário lembrou, ainda, que a evolução para o HTML 5 permite experiências que hoje não existem em nosso dia a dia ? papel utilizado pelo Flash, quando criado há cerca de dez anos, para recursos de animações e interatividade. ?O HTML5 permite integração com interface 3D para usuário e tecnologia de realidade aumentada. Esse tipo de coisas são tendências?, pontuou.
Então, desenvolvedor, o momento é agora.
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