Citrix fecha com a Network1

A Citrix fechou acordo de distribuição com a Network1. Se Marcelo Landi não ocupasse o posto de presidente da fabricante no Brasil, mas fosse executivo de uma revenda que agora lê esta notícia interessado em vender soluções de virtualização, muito possivelmente endereçaria a seguinte pergunta à distribuidora: que valores e diferenciais vocês agregarão à oferta?
Rafael Paloni ? líder da nova parceira ? responderia a questão de forma ampla, destacando valores tangíveis e intangíveis que alavancarão o parceiro a fazer negócios em um mercado aquecido.
O fato é que depois de nove meses de conversação a fabricante escolheu a Network1 como sua terceira distribuidora no País, ao lado de CNT e Afina. O acordo, comenta Landi, considerou o perfil de VAD (sigla em inglês para distribuidor de valor agregado), a capilaridade e a inclinação para oferta de networking. ?Fomos bastante criteriosos na escolha para não banalizar o mercado. Queremos um parceiro para agregar valor e crescer o bolo, não pegar fatias?, pontua.
A Citrix ampliou bastante seu portfólio e, desde o ano passado, comprou mais de 10 empresas, que agregaram complexidade e amplitude a sua oferta. Por outro lado, vivencia um momento aparentemente bom no mercado nacional. O ritmo de crescimento local na ordem de 40% ao ano, comenta Landi, pede maior cobertura para atender a demanda. ?E não existe outra maneira de fazer isso senão agregar outro distribuidor?, comenta.
A expectativa do executivo é que a aliança com a Network1 adicione entre 20 e 30 novas revendas à base atual de 60 canais da fabricante até o final do ano. O foco são alianças principalmente com companhias fora do eixo Rio-São Paulo, com atenção especial ao mercado do Nordeste e Brasília.
Além da meta de prospecção de mercado e de novos canais, esperada a curto prazo, a Citrix coloca no parceiro a tarefa de ajudá-la na capacitação de pessoas e evangelização de parceiros e clientes nas regiões para disseminar sua tecnologia. ?Pela diversidade e foco, fazemos um trabalho de conhecer bem o perfil e especialização do canal. A ideia é desenvolver parceiros adequados e que fazem sentido para que agreguemos na oferta do integrador?, avalia Paloni.
