Cisco investe US$ 1 bi em oferta de nuvem para brigar com AWS, Google e IBM

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9:00 am - 18 de março de 2014

A Cisco investirá US$ 1 bilhão na construção de uma ?nuvem expandida?. A fabricante pretende integrar data centers que já possui e construir estruturas para processamento de dados ao redor do mundo. Essas seriam as bases globais para a oferta de serviços cloud.

O plano, pelo menos nesse primeiro momento, se desenrolará ao longo dos próximos dois anos e colocará a companhia em uma competição direta com provedores de serviços em nuvem como Amazon Web Services (AWS), Google e IBM. Além disso, o projeto é visto como peça-chave para operacionalizar a visão de internet das coisas da empresa.

A ideia é comercializar serviços em nuvem através de parceiros. Mas a fabricante deixa espaço para atuar diretamente, o que representa uma mudança no posicionamento histórico de ida ao mercado por parte da empresa. Parceiros da companhia, contudo, não veem isso como uma ameaça, mas como uma oportunidade para suportarem suas ofertas.

“As revendas estão mais orientadas a construir ou vender nuvem?”, é a pergunta retórica para explicar a questão. Na opinião da Cisco, a resposta a tal indagação pende para o segundo ponto. Assim, criando uma estrutura robusta, os parceiros poderiam ter foco no lado comercial da estratégia.

Os canais entrariam para amplificar a iniciativa, agregando soluções complementares e valor à oferta. Há um pedido para que revendas abracem a causa, vista como algo adequado ao momento de mercado e aderente para obter retorno e ampliação de negócios. Tanto que a companhia está expandindo o programa Cisco Powered de comercialização de seus cloud services.

A fabricante possui um portfólio de serviços em nuvem que inclui software e infraestrutura como serviço, ferramentas de colaboração e segurança, gestão de infraestrutura, desktop virtual e mais uma gama ampla de soluções.

Alguns aliados da marca já se engajaram no projeto. É o caso da australiana Telstra, da canadense Allstream, da europeia Canopy, por exemplo. A Ingram Micro também entrou nesse barco, bem como a Logicalis. A lista de interessados na iniciativa traz, ainda, nomes como MicroStrategy, SunGard, OnX e Wipro.

?Temos feito um bom trabalho na parte de infraestrutura para construção de nuvens. Mas há um processo de mudança no ritmo de mercado?, pontua Robert Lloyd, presidente de vendas e vendas da Cisco, para adicionar: ?Essa é a nova fase da estratégia da companhia?.

A estratégia se baseará em conceito de cloud híbrida, aberta, envolverá o maior número de provedores possíveis, será seguro, global. ?Não estamos construindo uma commodity?, dispara o executivo contra os concorrentes, em alusão a postura de praticamente todos os players que promovem briga de preço em suas ofertas.

O mercado de oferta de nuvem para empresas movimentou, segundo IDC, cerca de US$ 3 bilhões em 2013. A expectativa é que esse segmento atinja US$ 39 bilhões em 2017. Da mesma forma, a construção de uma oferta a partir de canais moveu US$ 10 bilhões e chegará a US$ 32 bilhões. De acordo com a consultoria, o mercado de cloud movimentou US$ 22 bilhões chegará a US$ 88 bilhões em cinco anos.

O jornalista participa do Cisco Partner Summit, nos Estados Unidos, a convite da Cisco.

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