Centro de pesquisa mineiro torna-se nova unidade EMBRAPII

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4:03 pm - 05 de abril de 2017

Para vencer a barreira do alto risco em investimentos de inovação no Brasil, existe a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), que apoia a iniciativa privada com grandes aportes financeiros no desenvolvimento de projetos tecnológicos. Para ter acesso a esse incentivo, as empresas precisam desenvolvê-los com as unidades de pesquisa credenciadas à EMBRAPII, hoje presentes em todas as regiões do Brasil.

Na última sexta (31), a EMBRAPII anunciou o resultado preliminar do mais recente edital para escolha dessas unidades. A chamada priorizou centros tecnológicos que atuam em áreas de competência inéditas e com alta demanda no mercado. Esse é o caso do mineiro CSEM Brasil, habilitado para desenvolver projetos em Eletrônica Impressa, que permite inovações como os painéis solares orgânicos (OPV), no qual é referência mundial.

As unidades foram avaliadas a partir de seu plano de ação, ao elencar oportunidades e resolução de problemas – de alto potencial mercadológico – através da tecnologia. Assim, foi preciso mostrar que o centro de pesquisa está focado em uma área e conhece o setor, as empresas e os projetos desenvolvidos por elas e suas tendências; além de como ele vai cooperar com essas empresas de forma que consiga inovar dentro dos gaps que elas têm.

Inovações mundialmente pioneiras
Na área de Eletrônica Impressa, segmento novo que vem revolucionando o mercado de componentes eletrônicos, as possibilidades são infinitas. Para se ter uma ideia, essa técnica de impressão é a responsável pelos visores de alta definição de celulares da Samsung e da LG – aos quais a Apple não tem acesso. Mais do que isso, é capaz de produzir circuitos eletrônicos em substratos flexíveis, como plástico, tecido, etc, e o potencial de suas aplicações ainda está sendo descoberto em todo o mundo.

Os painéis solares do CSEM Brasil, por exemplo, são impressos em plástico rolo, através de baixas temperaturas e de materiais orgânicos – o que acaba reduzindo o impacto ambiental e os custos de produção. Além de ser leve, flexível, sustentável e com grande apelo para design, é previsto que custe 30 vezes menos do que os painéis tradicionais de silício hoje.

Entenda o contexto
No Brasil, é comum que os projetos de inovação – em centros de pesquisa universitários, por exemplo – venham do interesse ou da trajetória individual dos pesquisadores, ao invés de se orientarem por tendências mercadológicas. Pensando nisso, o objetivo da EMBRAPII é implantar um planejamento “Top-Down” com este credenciamento de instituições parceiras. Dessa forma, a instituição guia o desenvolvimento tecnológico prezando pelo fortalecimento da capacidade de inovação brasileira.

Para se tornar uma Unidade, a instituição é avaliada através de seu plano de ação. Nele, é preciso constar quantos contratos serão realizados ao longo de seis anos, quanto recurso será captado e em quantas empresas e, para isso, qual é a quantia que o centro de pesquisa vai precisar da EMBRAPII. O valor total do plano de ação das selecionadas é de R$ 177 milhões, sendo R$ 58,8 milhões disponibilizados pela instituição.

 

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