Brasoftware cria duas novas gerências regionais dentro do programa de parcerias
Apesar da situação nos mercados internacionais apontar para um ano de instabilidade econômica, a distribuidora espera crescer 20% em 2008.

A Brasoftware faz segredo dos seus resultados financeiros, mas faz questão de anunciar um crescimento acima do esperado. De acordo com Eduardo Sukarie, diretor comercial, a expectativa era de não crescer mais do que 20%. “Ter crescido 26% foi excelente”, avalia o executivo, que atribui o resultado à estabilidade econômica internacional, dólar baixo e cenário interno de investimentos em ritmo crescente.
Assim como em 2007, as fichas da distribuidora serão depositadas no desempenho da consultoria, a Brasoftware Consulting, a qual registrou incremento no volume de negócios em 25%, e, sobretudo, no programa de canais, o Brasoftware Partner, que sofreu modificações no último semestre.
“Decidimos partir para a regionalização do atendimento aos canais”, lembra Sukarie, acrescentando que a empresa contratou três gerentes para conduzir o programa a partir de três regiões: Nordeste, interior de São Paulo e Sul. E a segmentação, ressalta o diretor comercial, continua: “O próximo passo será dedicar gerências ao mercado de Minas Gerais, e depois ao Centro-Oeste”.
Com relação à ampliação da base de parceiros, o executivo determina: “Não devemos cadastrar mais parceiros. O objetivo é apoiar o ecossistema e estreitar o relacionamento com a atual carteira”. E com isso, acrescenta Sukarie, incrementar os resultados indiretos em 38%. Por outro lado, o diretor comercial não descarta completamente a possibilidade de nomear novas revendas: “Se um projeto ou cliente demandar, não há barreiras”.
Para apoiar o melhor desempenho da área de consultoria, Sukarie informa a criação de uma estrutura de pós-vendas, a qual será responsável por apoiar os clientes corporativos no gerenciamento dos contratos de software.
“Não temos expectativa de ampliar o número de alianças, a menos que haja alguma demanda explosiva”, determina Sukarie, lembrando que, para este ano, a companhia pretende simplesmente expandir os negócios já firmados com a Adobe, Apple, Autodesk, Citrix, CA, Corel, McAfee, Microsoft e Symantec.
Para 2008, apesar do cenário econômico menos estável, vide crise do mercado norte-americano, influenciando negativamente as bolsas brasileiras e o câmbio, a estimativa de Sukarie é positiva. “Devemos registrar um similar ao do último ano fiscal, ou seja, 20%”, projeta ele.
