Bradespar e Votorantim investem US$ 75 mi na Web

O investimento será distribuído ao longo dos próximos dois anos, segundo os sócios, e o objetivo da iniciativa é realizar compras de materias que não fazem parte do core-business das corporações, o chamado e-procurement.
A solução será aberta ao mercado em geral, tanto para grandes companhias como médias e pequenas empresas. Pelos cálculos resalizados internamente, somente os quatro primeiros sócios do projeto virtual gastam todos os anos com essas compras, do chamado setor MRO (Manutenção, Reparos e Operações), a somatória de US$ 2 bilhões.
“Até o final do ano que vem, pretendemos movimentar o equivalente a US$ 3 bilhões em negócios no Latinexus”, prevê o diretor de novos negócios da Bradespar, Rômulo de Mello Dias. O faturamento estimado para 2005, de acordo com Dias, é de US$ 150 milhões.
“As transações business-to-business poderão ser realizadas por sócios e não-sócios. As participações na sociedade do portal, no entanto, serão sempre equivalentes, com o objetivo de manter a neutralidade”, esclarece o CEO da Votorantim Venture Capital, Paulo Henrique de Oliveira Santos.
Também em 2005, os empresários calculam que o portal conseguirá atrair cerca de 500 grandes empresas da América Latina. Até lá, esta comunidade terá à disposição outros serviços, além das compras. Entre eles, logística, seguros, financiamentos, notícias e busca por produtos, fornecedores ou preços.
Outra previsão dos sócios é de que o portal alcance o equilíbrio de caixa dentro de 18 ou 24 meses. Sobre a possibilidade de realização de um IPO (Initial Public Offering), os sócios brasileiros do Latinexus afirmam que a abetura de capital ainda depende da conquista de resultados. “Isso vai acontecer ‘se’ e ‘quando’ o mercado permitir”, adianta Dias.
