Big Data: oferta de cientistas de dados não atenderá a demanda

?Grandes Dados criam Grandes Empregos?, lia-se em uma recente manchete da empresa de pesquisas Gartner, que prevê que 4,4 milhões de empregos em TI serão criados globalmente até 2015 para dar suporte às operações Big Data. Parece interessante, não é? Não necessariamente.
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?Não há talento suficiente na indústria. Nosso sistema público e privado de educação está falhando. Portanto, apenas um terço das vagas de empregos em TI será preenchida. Os especialistas de dados serão uma mercadoria escassa e valiosa?, disse Peter Sondergaar, vice-presidente sênior e diretor global de pesquisa da Gartner em uma declaração.
Uma solução para essa falta de pessoal é dividir os deveres do Big Data em dois: especialista em gerenciamento de dados e cientista de dados. Em uma entrevista por telefone com a InformationWeek EUA, o estrategista tecnológico e consultor Steve Bulmer, da Datalink, disse que a divisão de deveres ajudaria as empresas de TI a preparem-se para a ?onda? de dados. ?Capacidades avançadas de análise terão muita demanda e serão difíceis de encontrar. E essa é uma das razões pelas quais eu acredito que o Big Data ? e os papéis que são necessários para gerenciar e analisar Big Data ? serão divididos?.
Bulmer é o ex-diretor do escritório técnico da Strategic Technologies, ou StraTech, uma pequena empresa de serviços de TI comprada em outubro desse ano pela Datalink, que fornece serviço de data center para grandes e médias empresas. Em uma postagem de blog sobre Big Data, Bulmer previu que a era do ?domínio secreto? dos cientistas de dados está rapidamente chegando ao fim conforme as empresas tentam novas abordagens para gerenciar os grandes volumes de informações desestruturadas de inúmeras fontes.
?Esse é meu alerta de tsunami para as empresas e provedores de TI: os departamentos de TI serão acionados cada vez mais para lidar com a fase da gestão de dados para descarregar o esforço da fonte escarça de cientistas de dados; essa mudança será o resultado de concentração do foco dos cientistas em análise, visualização e absorção real dos resultados analíticos?.
De fato, o tsunami está prestes a chegar. Em 2016, dois terços da força de trabalho móvel terá um smartphone, e os consumidores globais comprarão mais de 1,6 bilhões de dispositivos móveis, prevê o Gartner. Esses dispositivos, combinados com o aumento dramático nas transições entre máquinas significarão grandes responsabilidades para a equipe de TI. ?No ano que vem teremos uma conscientização dos profissionais de TI de que serão convocados a serem os guardiões da informação no processo de Big Data?.
A escassez de pessoal é fácil de visualizar. Quando Bulmer participou do evento Hadoop World, em outubro, por exemplo, ele observou que o quadro de avisos estava lotado de postagens de empresas iniciantes e outras companhias buscando cientistas de dados.
Apesar de mais escolhas oferecerem cursos de análise para fornecer universitários graduados com um conjunto de habilidade de ciência de dados, a escassez de talentos é inevitável.
?Os cientistas de dados serão um artigo raro por um tempo, isso com certeza?, explicou Bulmer. Ele citou um artigo do The New York Times que indica como varejistas online estão usando algoritmos sofisticados para mudar os preços e ficar à frente de seus competidores ? projetos que demandam especialistas em Big Data. ?Acredito que mais e mais dados serão usados em busca de vantagem competitiva?. E ele acredita que isso já esteja acontecendo.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini
