Banda larga deve ultrapassar 42,6 milhões de conexões até 2017

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4:18 pm - 14 de maio de 2013

Mais qualidade, velocidade e mobilidade: é o que o brasileiro está buscando no acesso à internet e suas aplicações. A nova edição do Barômetro Banda Larga 2.0, divulgada hoje pela Cisco do Brasil, mostra que o país alcançou 25,8 milhões de conexões de banda larga em 2012, registrando um crescimento de 18,6% em relação ao ano anterior, e a perspectiva é que o País ultrapasse 42,6 milhões de conexões até 2017.

Dentro dessa evolução, o estudo, que foi conduzido pela consultoria IDC na América Latina, identificou um avanço das conexões móveis superior ao das conexões físicas, de 10,6% contra 9,1%, respectivamente. Dessa maneira, o Brasil possui hoje 35 conexões físicas para cada 100 móveis. A análise, que leva em consideração como móvel somente as conexões via PC e modem, excluindo o acesso realizado através dos celulares e smartphones, identifica que esse crescimento está sendo impulsionado pelo aumento da demanda de aplicativos e conteúdos on-line, como vídeos e redes sociais, pelos brasileiros.

“O futuro é móvel e com aplicações em nuvem. A expectativa é que as pessoas comecem a utilizar velocidades cada vez maiores de conexão e esse crescimento representa nova opções de negócios para os prestadores de serviço e para quem desenvolve aplicações”, avalia o analista de Telecom, da IDC, João Paulo Bruder.

Atualmente, as conexões banda larga fixa no País alcançam 9,7% da população e está presente em 32,5% dos lares brasileiros, enquanto as móveis chegam a 6,7% milhões ou 3,4% da população.  Os números realçam também uma migração dos usuários brasileiros para planos de banda larga com velocidades maiores: a velocidade média cresceu em 346 Kbps nos últimos seis meses e 606 Kbps no último ano. Assim, as assinaturas de Banda Larga 2.0 (considerada pelo estudo conexões iguais ou superiores a 2 Mbps) cresceram 13,4% no último semestre de 2012, totalizando 10,98 milhões de conexões, enquanto a chamada Banda Larga 1.0 (de 128  Kbps a 2 Mbps) apresentou uma queda de 2,2%.

“Apesar de estarmos muito atrás quando comparados a outros países, todo esse contexto é muito positivo e deixa como mensagem, tanto para as operadoras quanto para o governo, a necessidade de investimento em infraestrutura para atender à demanda crescente. A ampliação da banda larga, neste momento, está ligada às transformações do país e é neste sentido que o governo tem que trabalhar”, ressalta Anderson André, diretor de Operadoras da Cisco do Brasil.

De acordo com o diretor de tecnologia e projetos da Net, Marcio Carvalho, cerca de 70% das assinaturas vendidas pela operadora estão acima de 10 Mbps. “O Brasil ainda é muito carente de infraestrutura e há uma grande diferença entre os grandes centros e o interior. A carga de imposto ainda é muito alta e temos esse estigma do preço, que nos leva a operar no limite do retorno do investimento. Nosso maior desafio é que a infraestrutura seja colocada dentro de um modelo de negócios que seja sustentável e leve conexão de qualidade para as pessoas”, ele comenta.

 

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