Avenida de duas mãos

E porque, com todas as ferramentas antivírus existentes no mercado ainda somos atacados? Pela mesma razão que ficamos gripados: convivência humana. E os vírus se valem desta proximidade para se proliferarem em nossas vidas e máquinas.
Este é o ano da segurança, onde todas as empresas (e espero que os usuários domésticos também), após a loucura do bug do milênio, estão investindo seus recursos nesta área. Políticas de segurança estão sendo desenvolvidas e implantadas, recursos humanos estão empenhados em contratações, treinamento e especialização, aquisição de hardware e software, tudo para criar um muro de defesa contra possíveis ataques.
Mas porque ainda continuamos sendo atingidos? Porque somos curiosos, somos amigos econfiamos naqueles que são nossos amigos e abrimos as portas para o recebimento de material que possivelmente pode conter código de programação que nos é hostil. Ou será que os gripados deveriam ficar isolados em quarentena? O vírus ILOVEYOU, uma variante bem sucedida do MELISSA, nos mostrou que:
1. As portas de nossos serviços de correio eletrônico estão abertas, e devem ficar, caso contrário não haveria troca de mensagens;
2. Somos curiosos pois o que chega pelo correio eletrônico nós abrimos;
3. Confiamos nos amigos que nos enviam arquivos pelo correio eletrônico.
Mudar a natureza humana? Novas regras de conduta na democrática internet? Ou algo que atue de forma transparente e constante paraproteger nossa integridade? Eu opto pela terceira!
A evolução do antivírus nos oferece atualmente uma ferramenta simples de instalar, com poucos e eficientes recursos de gerenciamento, que faz uso da mesma Internet que nos ataca para se manter atualizada e que, como no caso de se necessitar de um médico, oferece suporte rápido e eficiente caso tenhamos alguma dúvida ou suspeita do que pode estar acontecendo conosco.
No caso de uma gripe, uma vez atacados devemos esperar que nosso corpo crie os anticorpos (vacina) e atue de forma a debelar o ataque. Mas em se tratando de vírus de computador, existem “outras” medidas que podem nos ajudar:
-Um programa antivírus é essencial. Tenha certeza que você está sempre atualizado com os novos arquivos de vacinas de vírus.
-Utilize o programa antivírus para monitorar o PC em tempo real (ao invés de ficar rastreando os arquivos em intervalos específicos).
-Evite abrir arquivos anexos em mensagens. Se for necessário, salve antes e abra depois.
-Certifique-se que sua empresa possui uma política de segurança ou procedimentos que estabeleçam os padrões para envio e recebimento de arquivos através de serviço de correio eletrônico.
-No caso de empresa, lembre-se ainda que existem várias portas de entrada: estações de trabalho, servidores de aplicativos, groupware e o gateway da internet. A proteção deve cobrir todas essas portas em todas as plataformas.
-Envie documentos no formato RTF. Este formato não suporta vírus de macro e irá poupar uma boa dor de cabeça.
-Melhor ainda seria enviar como PDF.
-Procure o site do seu fornecedor de antivirus. A maioria deles possui um serviço de envio de informações por e-mail onde você pode se inscrever para manter-se atualizado.
Por fim, é sempre bom conhecer alguém da empresa antivirus para poder trocar uma idéia em caso de dúvidas. Será seu médico!
