Avenida de duas mãos

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11:10 pm - 23 de maio de 2011

E porque, com todas as ferramentas antivírus existentes no mercado ainda somos atacados? Pela mesma razão que ficamos gripados: convivência humana. E os vírus se valem desta proximidade para se proliferarem em nossas vidas e máquinas.

Este é o ano da segurança, onde todas as empresas (e espero que os usuários domésticos também), após a loucura do bug do milênio, estão investindo seus recursos nesta área. Políticas de segurança estão sendo desenvolvidas e implantadas, recursos humanos estão empenhados em contratações, treinamento e especialização, aquisição de hardware e software, tudo para criar um muro de defesa contra possíveis ataques.

Mas porque ainda continuamos sendo atingidos? Porque somos curiosos, somos amigos econfiamos naqueles que são nossos amigos e abrimos as portas para o recebimento de material que possivelmente pode conter código de programação que nos é hostil. Ou será que os gripados deveriam ficar isolados em quarentena? O vírus ILOVEYOU, uma variante bem sucedida do MELISSA, nos mostrou que:

1. As portas de nossos serviços de correio eletrônico estão abertas, e devem ficar, caso contrário não haveria troca de mensagens;

2. Somos curiosos pois o que chega pelo correio eletrônico nós abrimos;

3. Confiamos nos amigos que nos enviam arquivos pelo correio eletrônico.

Mudar a natureza humana? Novas regras de conduta na democrática internet? Ou algo que atue de forma transparente e constante paraproteger nossa integridade? Eu opto pela terceira!

A evolução do antivírus nos oferece atualmente uma ferramenta simples de instalar, com poucos e eficientes recursos de gerenciamento, que faz uso da mesma Internet que nos ataca para se manter atualizada e que, como no caso de se necessitar de um médico, oferece suporte rápido e eficiente caso tenhamos alguma dúvida ou suspeita do que pode estar acontecendo conosco.

No caso de uma gripe, uma vez atacados devemos esperar que nosso corpo crie os anticorpos (vacina) e atue de forma a debelar o ataque. Mas em se tratando de vírus de computador, existem “outras” medidas que podem nos ajudar:

-Um programa antivírus é essencial. Tenha certeza que você está sempre atualizado com os novos arquivos de vacinas de vírus.

-Utilize o programa antivírus para monitorar o PC em tempo real (ao invés de ficar rastreando os arquivos em intervalos específicos).

-Evite abrir arquivos anexos em mensagens. Se for necessário, salve antes e abra depois.

-Certifique-se que sua empresa possui uma política de segurança ou procedimentos que estabeleçam os padrões para envio e recebimento de arquivos através de serviço de correio eletrônico.

-No caso de empresa, lembre-se ainda que existem várias portas de entrada: estações de trabalho, servidores de aplicativos, groupware e o gateway da internet. A proteção deve cobrir todas essas portas em todas as plataformas.

-Envie documentos no formato RTF. Este formato não suporta vírus de macro e irá poupar uma boa dor de cabeça.

-Melhor ainda seria enviar como PDF.

-Procure o site do seu fornecedor de antivirus. A maioria deles possui um serviço de envio de informações por e-mail onde você pode se inscrever para manter-se atualizado.

Por fim, é sempre bom conhecer alguém da empresa antivirus para poder trocar uma idéia em caso de dúvidas. Será seu médico!

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