Automídia prevê alta de 30% em 2012 ao mirar cloud e parceiros de vendas

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9:00 am - 18 de março de 2014

Nascida como distribuidora de uma empresa norte-americana há cerca de 20 anos, a brasileira Automidia colhe os frutos de sua mudança estratégica, iniciada em 1998, quando passou a focar no desenvolvimento de software, e fortalecida em 2005, quando entrou no ramo de Centro de Serviços Compartilhados (CSC). Em entrevista ao IT Web, o sócio fundador da empresa, Márcio Vinholes, prevê crescimento de 30% nas operações durante 2012. Como é de praxe no ramo, o faturamento sobre o qual o avanço será dado não foi divulgado. ?Este é o ano do CSC?, previu. Entre os desafios para atingir a meta estão a entrada no mercado de cloud computing e no de vendas indiretas.

Em 2011, a companhia viu crescimento de 25% em sua receita. Metade do seu faturamento vem de solução em service desk e, a outra metade, de soluções que gerenciam as atividades corporativas, representadas por produtos CSC. Apesar de este negócio ser mais recente, o tíquete médio pago pelos clientes é maior, o que fortalece seu posicionamento no faturamento global. Segundo Vinholes, essas duas frentes fizeram com que a empresa tivesse de mudar a forma de chegar ao cliente: nos fornecimento a service desk, o contato na companhia é o responsável pela área de tecnologia. Já no caso do fornecimento de CSC, a aproximação ocorre com um profissional como o diretor financeiro, diretor de RH ou qualquer cargo executivo que esteja com foco em aumentar o desempenho de determinada área. ?Tivemos de mudar nosso discurso?, afirmou.

Entre os lançamentos apresentados no ano passado estão o Portal do RH, uma solução de CSC que concentra demandas corporativas da área de pessoas em um ambiente integrado, mostrando, claramente, que quem compra, não é o CIO. ?A ideia, neste caso, é organizar e disciplinar as solicitações, substituindo o e-mail?, explicou o executivo. Entre seus clientes neste produto, apresentado em julho, adicionou, estão Klabin e Duke Energy. ?Os produtos costumam levar cerca de seis meses para ganhar corpo no mercado?, completou. As licenças partem de R$ 25 mil e chegam a R$ 500 mil, dependendo do número de usuário. A companhia possui 40 grandes clientes, sendo que dez são focados em produtos de CSC. ?Pensamos em entrar no mercado de cloud computing no segundo semestre deste ano, mas ainda não temos detalhes?, disse o executivo.

A companhia também prepara para o início deste ano uma atualização de sua ferramenta de administração de tarefas com a inclusão do time sheet ? um ambiente no qual o gerente pode verificar o desempenho de cada funcionário na execução de tarefas, identificando gargalos de produtividade tanto em pessoas quanto em tipo de atividade. ?Esta solução tem foco na prestação de serviços interna?, completou.

No caso das vendas indiretas, a estratégia ainda está em estágio embrionário. ?Diretamente não temos um canal de vendas ou um programa de parcerias?, esclareceu. Contudo, desde o ano passado, quando fechou uma parceria com a empresa de outsourcing de mão de obra de TI Konics, a empresa voltou os olhos para esse tipo de aliança. Neste caso, a Automídia fecha com esse parceiro a entrega da solução de software de service desk. ?Já tivemos, anteriormente, prestadores de serviço que utilizaram nossos serviços. A CPM Braxis, por exemplo, usa nossa solução para atender à Tupy, uma empresa de autopeças no Sul do Brasil. É uma forma de crescermos nossas operações de forma indireta?, justificou. Agora, a ideia é fortalecer esse tipo de parceria. Apesar de não haver uma meta de novos parceiros para este ano, a expectativa é agregar duas outras companhias, para atender clientes regionais ou de menor porte.

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