Apenas 28% das empresas americanas não apoiam uso de aplicativos do Google

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3:01 pm - 21 de outubro de 2013

Há 15 anos o Google impressiona a todos com projetos como seu mecanismo de busca, Android, Earth e Maps, possibilitando uma explosão de informações em uma escala gigantesca.

Para a maioria das pessoas, essas são ferramentas poderosas. No entanto, para a TI o que temos são ferramentas básicas de produtividade que se parecem com uma versão mais compacta do Microsoft Office com o mesmo cursor piscando, desafiando-nos a escrever algo inteligente. E é com essa visão que a maioria dos profissionais encara o Gmail, Google Docs, Hangouts e Chrome.

No entanto, quando analisamos as contribuições dos aplicativos do Google para a produtividades, como cloud, colaboração em tempo real, baixos custos, aquisição e modelo de administração simples, essas não são nada desprezíveis. E a empresa está movendo na direção certa, buscando oferecer outras alternativas ao Office e Outlook.

Na verdade, o Google está fazendo para a Microsoft como ela mesmo fez para inúmeros concorrentes: lançar produtos de qualidade, aplicando melhorias gradativamente e tornando-os tão acessível que em algum momento, é difícil justificar por que não fazer a troca. Isso pode ficar claro quando a maioria dos funcionários de sua empresa possuem Google Apps e Gmail e não têm vergonha de usá-los para fins corporativos.

Mas será que o Google está pronto para se consolidar no mundo corporativo da TI? No início deste mês, a empresa anunciou que a Whirlpool irá migrar seus 68 mil funcionários para o Google Apps for Business. Para saber se outros vão seguir o mesmo caminho, a InformationWeek EUA analisou as respostas de 368 profissionais de tecnologia de negócios dos Estados Unido , dentre eles 289 pertencem a empresas com mais de 50 funcionários, enquanto são de  80 de pequenas empresas.

Como você pode imaginar, as pequenas empresas apresentam proporções de adoção de aplicativos corporativos do Google em proporções diferentes das grandes empresas. Para empresas de pequeno porte, 63% de utilizam ou planejam aderir ao Gmail; 61% utilizam dispositivos Android e 51% têm o Chrome como navegador padrão. Das empresas maiores, em contraste, apenas 29% utilizam ou planejam adotar o Gmail, 57% usam dispositivos Android e 39% utilizam Chrome.

Apenas 20% das empresas com 50 ou mais funcionários implantaram Google Apps e Gmail, enquanto 6% incentiva seu uso e 28% desencoraja ou proíbe seu uso imediato. Enquanto isso, em pequenas empresas cerca de 39% – quase o dobro ? têm aplicativos e Gmail implantados, sendo que 11% incentivam seu o uso, ao mesmo tempo que 11% desencorajam ou proíbem o Google Apps.

Nós também especulamos aos profissionais de TI qual a percentagem de seus aplicativos de negócios virão de Google em dois anos. Dois terços dos usuários de pequenas empresas disseram que 25% ou menos de seus aplicativos virão do Google em comparação a proporção significativa de 87% das grandes empresas que disseram o mesmo.

Uma grande parte desta disparidade ocorre porque o Google não oferece back-office e outros aplicações cruciais para as empresas maiores. No entanto, nossa pesquisa não encontra nenhuma urgência por parte dessas empresas para desfazer-se dos serviços que já utilizam.

Sua interpretação desses números vai depender muito se sua visão está para “copo meio cheio” ou “copo meio vazio”. Na primeira, no que se trata de software de negócios críticos, o Google Apps for Business apresenta uma grande adoção. Em geral, quase um quarto das empresas norte-americanas que entrevistamos preveem aumento do uso de aplicativos com a concorrência entre empresas de software.

Já o outro lado, o Google não é como a maioria das empresas de software: ou a empresa promove a disrupção ou sai do negócio. Mas não há uma resposta clara sobre o futuro – o que, para o Google, equivale a receitas de licenciamento, que representam menos de 5% do seu negócio, ou a aquisição de tráfego para a publicidade, que totalizou 95% de seus negócios em 2012, excluindo receitas da Motorola.

No entanto, essa mentalidade não é aceita pela maioria dos tomadores de decisões. Para as grandes empresas, 55% consideram a boa vontade do Google em criar novos produtos como uma preocupação (38%) ou um motivo para romper o contrato (17%). Em relação a pequenas empresas, apenas 9% o veem como fator para romper negócios e 40% afirmam ser uma grande preocupação. Mas quando se fala de Google Buzz e Wave, projetos que não deram certo, os líderes de TI mostram cautela quanto aos aplicativos da empresa.

 

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